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Capa do livro «A Bíblia do Ambiente»

A Bíblia do Ambiente

Cuidar do Nosso Lar Comum, a Terra

«nomear mal o que usamos é a primeira rendição»

Do livro — citação seleccionada em «A Obra Comentada»
Páginas
626 páginas
ISBN
ISBN 979-8183601633
Primeira publicação
Formatos
Kindle e capa mole
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Excerto

«Bíblia do Ambiente — Cuidar do Nosso Lar Comum, a Terra» é uma obra de fundo, híbrida no seu objeto: tem a Terra como centro e integra, de forma original, a pegada ambiental da era digital — a energia e a água dos centros de dados, a inteligência artificial e a geopolítica dos minerais críticos. Foi escrita de raiz, em português de Portugal e em norma APA 7, sem qualquer cópia das fontes, que serviram apenas de matéria-prima informativa e foram reescritas por palavras próprias.

A obra organiza-se em preliminares, introdução geral, seis partes temáticas com vinte e sete capítulos, conclusão geral e um aparato crítico final — bibliografia, glossário e índice remissivo.

— A Bíblia do Ambiente

Nota editorial

Fonte: descrição editorial da edição em português (Amazon).

Sobre o livro

Texto publicado com a edição em português (Amazon). O texto continua a partir do excerto.

Cada parte foi objeto de verificação factual e de revisão linguística e ortográfica antes da montagem, segundo critérios de validação de fontes assentes em quatro filtros: autoridade, evidência, atualidade e consistência.

A Terra que herdámos não é a mesma que deixaremos. Algo de profundo se alterou nos últimos dois séculos: o ritmo com que o ser humano transforma a biosfera ultrapassou, pela primeira vez na história geológica, a capacidade de regeneração do próprio planeta. Neste contexto, a Bíblia do Ambiente nasce da convicção de que compreender a crise ecológica do século XXI exige um olhar que não se esgota nas ciências naturais nem nas políticas públicas isoladas. Exige também confrontar a dimensão digital da existência contemporânea — os algoritmos que moldam percepções, as plataformas que definem agendas, os fluxos de dados que consomem energia e extraem recursos. Esta obra propõe-se ser um instrumento de referência rigoroso e acessível, capaz de articular o saber científico com a reflexão ética, filosófica e cultural, unindo a tradição do pensamento ambiental à novidade radical da era digital. O leitor encontrará aqui não um manifesto, mas uma cartografia do que está em jogo — e do que ainda pode ser feito.

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Resumo

A Bíblia do Ambiente — Cuidar do Nosso Lar Comum, a Terra é uma obra de referência de âmbito enciclopédico e ensaístico que aborda a crise ecológica planetária na sua dupla dimensão: biofísica e digital. Partindo dos fundamentos científicos estabelecidos pelo sistema Terra — limites planetários, ciclos biogeoquímicos, biodiversidade, clima e oceanografia —, a obra avança progressivamente para os sistemas sociotécnicos que condicionam as respostas humanas à emergência ambiental.

A abordagem é deliberadamente híbrida. Combina ciência do clima, ecologia, direito internacional ambiental, economia ecológica, filosofia da natureza e estudos digitais críticos. Reconhece que a transição ecológica e a transição digital são inseparáveis: a computação em nuvem, a inteligência artificial, as cadeias de fornecimento globais e a economia da atenção têm impactes materiais diretos sobre o metabolismo do planeta, ao mesmo tempo que as ferramentas digitais constituem instrumentos indispensáveis de monitorização, modelação e governação ambiental.

A obra estrutura-se em seis partes. A Primeira Parte estabelece os fundamentos científicos da crise: do Antropoceno aos limites planetários definidos por Rockström et al. A Segunda Parte examina os grandes biomas e os seus estados de conservação. A Terceira Parte analisa a governação ambiental global, dos acordos do Rio de janeiro ao Acordo de Paris e ao Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal. A Quarta Parte aborda a economia ecológica e os modelos de transição justa. A Quinta Parte explora a intersecção entre tecnologia digital e ambiente, incluindo a pegada de carbono da internet, a mineração de dados e as promessas e limitações da IA verde. A Sexta Parte propõe uma ética do cuidado planetário, integrando contributos da filosofia, das tradições religiosas e da ecologia política....

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Leitura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Leitura crítica em terceira pessoa, reproduzida de «A Obra Comentada», o catálogo comentado da obra publicado pelo próprio autor. Não se trata de uma recensão de imprensa.

Não foi localizado manuscrito desta obra no arquivo consultado; a presente nota baseia-se no catálogo do autor e no dossier oficial que a integra no terceiro eixo, onde figura como título publicado em três línguas (português, inglês e francês). A prudência aconselha, por isso, uma caracterização mais breve do que a dos restantes volumes.

Segundo o dossier de autor, A Bíblia do Ambiente completa o arco do eixo europeu alargando o contrato social proposto na Economia da Dignidade «à casa que o alberga»: se aquele livro desloca a pergunta económica do crescimento para a dignidade, este desloca-a da sociedade para o planeta que a sustenta. O subtítulo — Cuidar da Nossa Casa Comum, a Terra — inscreve deliberadamente a obra na linhagem do ecologismo integral contemporâneo, com o seu eco reconhecível do vocabulário da Laudato Si', embora transposto para o registo laico e analítico que caracteriza o ensaísmo do autor.

O elemento mais original assinalado pelo catálogo é a atenção pioneira à pegada material da era digital: a energia e a água consumidas pelos centros de dados e pela inteligência artificial. Com este gesto, o livro liga o eixo ambiental aos eixos cibernético e tecnológico da obra, recusando a ficção de uma «nuvem» imaterial — coerente com a tese, cara ao autor, de que «nomear mal o que usamos é a primeira rendição». A preocupação climática atravessa, aliás, todo o eixo: a Autonomia Estratégica trata a transição energética como primeira política industrial e de segurança da Europa, e a Economia da Dignidade faz da sustentabilidade o quarto pilar do novo contrato social, documentando o primeiro triénio acima de 1,5 graus. É legítimo ler A Bíblia do Ambiente como o desenvolvimento monográfico dessa preocupação — o volume onde a casa comum deixa de ser condição de fundo para se tornar objecto próprio. Fica registada, para edição futura deste volume comentado, a necessidade de cotejar esta nota com o texto integral da obra.

Outras expressões do livro citadas

«à casa que o alberga»«nuvem»

Fonte: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Ensaio
Primeira publicação
Páginas
626 (edição em português)
Formatos
E-book Kindle · Livro impresso (capa mole)
Línguas
4 — português, inglês, francês e espanhol
ISBN
979-8183601633

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