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Ideias · Tema

Ética e sociedade

Dignidade, liberdade, memória e responsabilidade num tempo de incerteza.
  • Capa do livro «A Grande Reconfiguração da Direita Portuguesa»
  • Capa do livro «O Processo Marquês e o Colapso das Garantias»
  • Capa do livro «O Dia em que Tudo Parou»

O tema na obra

Os eixos da obra que alimentam este tema

Eixo III · Europa, Portugal e Economia Política

Da leitura crítica «A Obra Comentada»

Leitura crítica da obra, escrita na terceira pessoa — não é uma crítica de terceiros.

O terceiro eixo da obra de Hermínio Cerqueira desce da escala das grandes potências para a escala europeia e portuguesa — e é aqui que o catálogo revela a sua face mais construtiva. Se os eixos geopolíticos diagnosticam um mundo em fragmentação, este eixo pergunta o que pode a Europa, e dentro dela Portugal, fazer com esse diagnóstico. Os cinco livros que o compõem formam um programa coerente de economia política: a soberania pensada como soma de capacidades (Autonomia Estratégica), a crítica das regras orçamentais que a estrangulam (O Mito dos 3%), o tratado estratégico que a projecta na década 2026–2036 (A Esperança Lúcida / Lucid Hope), o contrato social que a deve sustentar por dentro (A Economia da Dignidade) e a casa comum que a alberga (A Bíblia do Ambiente). Em todos, a mesma convicção estruturante: as dependências pagam-se, e as opções de soberania — energética, tecnológica, orçamental, social, ecológica — constroem-se ou perdem-se por decisão.

«A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026), introdução do eixo

16 livros deste eixo tratam o tema

Eixo IV · Democracia, Populismo e Pós-verdade

Da leitura crítica «A Obra Comentada»

Leitura crítica da obra, escrita na terceira pessoa — não é uma crítica de terceiros.

O quarto eixo constitui o laboratório democrático da obra: três livros que analisam, de ângulos complementares, a crise da democracia liberal no primeiro quartel do século XXI. Dois tomam por objecto o caso americano — Trump como fenómeno estrutural num deles, Trump como perfil psicológico, político e social no outro — e o terceiro traz o problema para casa, examinando a crise da direita democrática portuguesa e europeia e o seu encontro com a extrema-direita. A convicção metodológica é a mesma nos três: o demagogo é simultaneamente causa e sintoma, e compreender o que o tornou possível — a desigualdade, o ressentimento, a fragmentação mediática, a pós-verdade — é a primeira forma de resistência. Nenhum destes livros é neutro: todos assumem uma posição declaradamente democrática; mas todos recusam substituir a análise pela indignação.

«A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026), introdução do eixo

11 livros deste eixo tratam o tema

Eixo VI · Poesia, Espiritualidade e Meditação

Da leitura crítica «A Obra Comentada»

Leitura crítica da obra, escrita na terceira pessoa — não é uma crítica de terceiros.

Se os eixos anteriores desta obra comentada mostraram o estratega, o analista geopolítico e o polemista cívico, este sexto eixo revela o solo de onde tudo isso brota: uma vida interior trabalhada com paciência de artesão, entre a oração interrogativa, a meditação zen e a forma fixa do soneto. É aqui que a tese XVIII do Manifesto — «um estratega que não sente não é estratega: é só cálculo» — encontra a sua demonstração mais completa. Os livros reunidos neste eixo não são um desvio da obra política e estratégica de Hermínio Cerqueira; são a sua condição de possibilidade. O homem que analisa guerras e crises energéticas é o mesmo que se senta «antes do nome», que pergunta com Job debaixo do céu vazio, que aprende com os apócrifos de Nag Hammadi a distinguir a fé adulta do hábito devoto. A coerência do conjunto é notável: um único gesto — parar, escutar, perguntar — desdobrado em formas muito diversas, do ensaio teológico de mil e seiscentas páginas ao haiku disfarçado de soneto alexandrino, do poema em prosa longo e respirado à oitava camoniana em decassílabo heróico. Três diálogos maiores atravessam o eixo: o diálogo com os Evangelhos silenciados (Tomé, Filipe, Maria Madalena), que dá ao autor a sua teologia da pergunta; o diálogo com a tradição zen e budista (Huang Po, o kintsugi, o tonglen), que lhe dá a disciplina do silêncio e da impermanência; e o diálogo com Camões, que lhe dá a medida épica para cantar não já a expansão marítima, mas o regresso das caravelas carregadas de saber. Entre estes três pólos, a lírica pessoal — o perdão, a amizade, o luto, a infância minhota, a neta a quem tudo é dedicado — faz a ponte entre o universal e o doméstico. O leitor que entrar neste eixo compreenderá, enfim, porque é que a restante obra nunca é «só cálculo».

«A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026), introdução do eixo

22 livros deste eixo tratam o tema

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