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Capa do livro «Guerra Moderna»

Guerra Moderna

A Guerra no Século XXI

«Guerra Não Cinética, Guerra Electrónica e Estratégia Militar Moderna»

Do livro — citação seleccionada em «A Obra Comentada»
Páginas
479 páginas
ISBN
ISBN 979-8258092618
Primeira publicação
Formatos
Kindle e capa mole
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Excerto

Este livro nasceu de uma constatação simples mas profunda: a guerra, tal como a conhecemos dos livros de história e dos notíciários, está a mudar radicalmente. As imagens de tanques a avançar, de bombardeamentos massivos e de trincheiras, embora ainda relevantes em certos conflitos, representam cada vez menos a totalidade da guerra contemporânea.

O século XXI trouxe consigo uma revolução estratégica que muitos ainda não compreenderam plenamente. A guerra tornou-se, em grande medida, invisível. Trava-se no espectro electromagnético, nas redes informáticas, nos satélites em órbita, nos algoritmos de inteligência artificial e nas percepções das populações.

— Guerra Moderna

Nota editorial

Fonte: descrição editorial da edição em português (Amazon).

Sobre o livro

Texto publicado com a edição em português (Amazon). O texto continua a partir do excerto.

O objectivo já não é apenas destruir o exército inimigo; é paralisar o sistema inteiro de um país adverso.

Ao longo destas páginas, procurei construir uma visão abrangente desta transformação. O livro não é um manual técnico destinado exclusivamente a militares, nem um tratado académico dirigido apenas a investigadores. É um ensaio político-estratégico que pretende tornar acessível a qualquer leitor interessado a compreensão das novas formas de guerra, das tecnologias que as sustentam, das estratégias que as orientam e das consequências geopolíticas que delas decorrem.

A tese central que percorre todo o livro pode ser resumida numa única frase: no século XXI, vence a guerra quem conseguir manter o seu sistema a funcionar e fizer o sistema do inimigo deixar de funcionar. Esta ideia, aparentemente simples, tem implicações profundas para a estratégia, a geopolítica, a economia e a organização das sociedades modernas.

Os exemplos utilizados ao longo do texto baseiam-se em informação de fontes abertas e credíveis, incluindo publicações de instituições como o CSIS, a RAND Corporation, o IISS, a NATO, relatórios do Pentágono, estudos de universidades e análises de especialistas reconhecidos internacionalmente. Sempre que possível, procurei incluir dados actualizados até 2025-2026, reflectindo as lições mais recentes de conflitos como a guerra na Ucrânia, as confrontações entre Israel e o Irão, e a competição estratégica entre grandes potências.

Espero que este livro contribua para uma compreensão mais profunda do mundo em que vivemos e das forças que estão a moldar o equilíbrio de poder no século XXI.

Hermínio Cerqueira
Março de 2026

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Leitura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Leitura crítica em terceira pessoa, reproduzida de «A Obra Comentada», o catálogo comentado da obra publicado pelo próprio autor. Não se trata de uma recensão de imprensa.

Guerra Moderna — A Guerra no Século XXI, com o subtítulo «Guerra Não Cinética, Guerra Electrónica e Estratégia Militar Moderna» e já em segunda edição revista, é o livro doutrinário do eixo — aquele em que o autor estabelece a sua teoria da guerra contemporânea antes de a aplicar aos teatros concretos dos restantes volumes. A tese central é enunciada na Nota do Autor com uma economia exemplar: «no século XXI, vence a guerra quem conseguir manter o seu sistema a funcionar e fizer o sistema do inimigo deixar de funcionar». Tudo o resto decorre daí: a guerra tornou-se «em grande medida, invisível» — trava-se «no espectro electromagnético, nas redes informáticas, nos satélites em órbita, nos algoritmos de inteligência artificial e nas percepções das populações» — e o objectivo já não é destruir o exército inimigo, mas paralisar o país inteiro. Um dos títulos de capítulo condensa a ideia com a força de um aforismo: «Já Não se Destrói Países — Desligam-se Países».

A estrutura desenvolve o argumento em duas grandes partes. A primeira, «O Fim da Guerra Tradicional», constrói o quadro conceptual: a dependência tecnológica como vulnerabilidade, a teoria dos cinco anéis de Warden, o ciclo OODA de Boyd, a zona cinzenta, os centros de gravidade e os nós críticos — ilustrados com os casos que se tornaram os clássicos da matéria: o Stuxnet como primeiro ciber-ataque estratégico da história, o NotPetya e o caos global em minutos, a sabotagem do Nord Stream. A segunda parte percorre sistematicamente as tecnologias: guerra electrónica (dos sistemas navais americanos ao Krasukha-4 russo e à suite do F-35), ciber-guerra, os cinco domínios do poder tecnológico — espectro, espaço, ciberespaço, energia, inteligência artificial —, com as lições da Ucrânia de 2022-2025 e da confrontação Israel-Irão como banco de ensaio permanente. O posicionamento de género é assumido: «não é um manual técnico destinado exclusivamente a militares, nem um tratado académico», mas «um ensaio político-estratégico» que quer tornar a transformação da guerra acessível a qualquer leitor informado — apoiado, como sempre neste autor, em fontes abertas do CSIS, da RAND, do IISS e da NATO.

As epígrafes que abrem o volume — Sun Tzu, Clausewitz e a máxima doutrinária moderna «quem controla o espectro electromagnético controla o campo de batalha» — traçam o arco que o livro percorre: da filosofia clássica da guerra à sua reencarnação electrónica. No conjunto da obra, Guerra Moderna funciona como matriz: foi um dos primeiros títulos do eixo a ser publicado e é aquele de que todos os outros herdam o pressuposto fundamental — a guerra como fenómeno sistémico, dirigido contra redes e não contra territórios. Quem ler A Guerra da Ucrânia em 2026 ou O Pentágono em Crise reconhecerá aqui, em estado puro, os conceitos que esses volumes aplicam. É, nesse sentido, o livro pelo qual este eixo deve talvez começar a ser lido: a porta de entrada doutrinária de uma obra que, partindo da constatação de que «a guerra, tal como a conhecemos dos livros de história e dos noticiários, está a mudar radicalmente», se propôs explicar aos leitores de língua portuguesa em que mundo estratégico passaram, sem dar por isso, a viver.

Citações do livro

  • «no espectro electromagnético, nas redes informáticas, nos satélites em órbita, nos algoritmos de inteligência artificial e nas percepções das populações»

  • «no século XXI, vence a guerra quem conseguir manter o seu sistema a funcionar e fizer o sistema do inimigo deixar de funcionar»

  • «Já Não se Destrói Países — Desligam-se Países»

  • «não é um manual técnico destinado exclusivamente a militares, nem um tratado académico»

  • «quem controla o espectro electromagnético controla o campo de batalha»

  • «a guerra, tal como a conhecemos dos livros de história e dos noticiários, está a mudar radicalmente»

Outras expressões do livro citadas

«em grande medida, invisível»«O Fim da Guerra Tradicional»«um ensaio político-estratégico»

Fonte: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Ensaio
Primeira publicação
Páginas
479 (edição em português)
Formatos
E-book · Livro impresso (capa mole)
Línguas
2 — português e inglês
ISBN
979-8258092618

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