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Capa do livro «O Jogo das Máscaras»

O Jogo das Máscaras, Volume 2

China, Taiwan, América e o Destino do Século XXI

«um teatro em que a coerção precede o disparo, em que a propaganda antecipa a tropa, em que a credibilidade vale mais do que o aço»

Do livro — citação seleccionada em «A Obra Comentada»
Páginas
467 páginas
ISBN
ISBN 979-8196342790
Primeira publicação
Formatos
Kindle e capa mole
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Excerto

Este segundo volume retoma o argumento onde o primeiro o deixou. Depois de termos exposto, no Volume I, a transformação da ordem mundial, a máquina de poder e a Belt and Road, entramos agora no conflito invisível, no choque global, na arquitectura financeira americana e chinesa, na corrida da inteligência artificial, no Médio Oriente reconfigurado e na América Latina como campo de batalha hemisférico. Os capítulos 7 a 12 mantêm a estrutura analítica original — guerra híbrida, cenários de crise, posição da Rússia, economia e semicondutores, direito internacional e narrativa, futuro da ordem.

— O Jogo das Máscaras — Volume 2

Nota editorial

Fonte: descrição editorial da edição em português (Amazon).

Sobre o livro

Texto publicado com a edição em português (Amazon). O texto continua a partir do excerto.

Acrescentam-se cinco novos capítulos sobre o Petrodólar e SWIFT, a Inteligência Artificial e a supremacia computacional, o Yuan Digital e a desdolarização, o Médio Oriente e o Estreito de Ormuz, e a América Latina entre Doutrina Monroe e ascensão chinesa. Encerra-se com Conclusão geral e com apêndices substanciais: cronologia, glossário, fontes oficiais, bibliografia comentada.

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Leitura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Leitura crítica em terceira pessoa, reproduzida de «A Obra Comentada», o catálogo comentado da obra publicado pelo próprio autor. Não se trata de uma recensão de imprensa.

O Jogo das Máscaras é o livro em que Hermínio Cerqueira concentra sobre um único ponto do globo — o Estreito de Taiwan — toda a artilharia analítica do seu eixo geopolítico. A tese central é enunciada no prefácio com uma clareza que dispensa glosa: «o Estreito de Taiwan é hoje o teste decisivo da capacidade do sistema internacional para gerir uma transição de poder sem catástrofe; se a dissuasão funcionar, entraremos numa fase prolongada de competição controlada; se falhar, o século XXI será reescrito a partir das cinzas de uma guerra que ninguém quer e que, por isso mesmo, pode acontecer». O título, adverte o autor, «não é literário por gosto: é metodológico» — a política internacional contemporânea é lida como «um teatro em que a coerção precede o disparo, em que a propaganda antecipa a tropa, em que a credibilidade vale mais do que o aço». As máscaras são as camadas de simulação e dissimulação com que as potências escondem intenções, exibem forças que não têm e disfarçam fraquezas que têm.

A obra foi «deliberadamente» pensada em dois volumes. O primeiro estabelece o teatro e a máquina de poder: o regresso da competição entre grandes potências, a geometria do Indo-Pacífico e a primeira cadeia de ilhas (com genealogia que recua a Spykman e MacArthur), o dilema de Malaca, o Mar do Sul da China como laboratório de coerção cinzenta, e Taiwan como centro de gravidade — geoestratégico, tecnológico e simbólico, com o «escudo de silício» da TSMC e a corrida aos semicondutores tratados como questão de sobrevivência sistémica. O segundo volume entra no conflito invisível — guerra híbrida, cenários de crise no Estreito, posição da Rússia — e no choque global: a arquitectura financeira como campo de batalha, o yuan digital, os BRICS e a desdolarização, a América Latina entre duas potências. Uma particularidade editorial merece registo crítico: o texto incorpora estratos sucessivos de actualização — secções de «expansão» e capítulos de «dados actualizados 2026», com números do ONI e do CRS sobre a marinha chinesa, o orçamento especial de defesa taiwanês e o sistema T-Dome —, o que dá ao conjunto a textura de um organismo em crescimento, ao preço de alguma repetição estrutural entre camadas.

Os diálogos intelectuais são explícitos e criteriosos: a ficha técnica e a bibliografia convocam a RAND, o CSIS, o IISS, o SIPRI, o ASPI e os institutos japonês e taiwanês de estudos de defesa, e, entre os autores, Mearsheimer e a tragédia das grandes potências, Rush Doshi e a grande estratégia chinesa, Chris Miller e a guerra dos chips, Brands e Beckley e a «zona de perigo», Graham Allison implícito no capítulo sobre a armadilha de Tucídides. Digno de nota é o equilíbrio de tom: o livro assume que «não é neutro porque a ordem internacional não é neutra», mas exige de si próprio «empatia analítica» para com a China — «sem essa empatia analítica, transformamo-nos em propagandistas». No conjunto da obra, O Jogo das Máscaras é o pilar oriental que equilibra o pilar de Ormuz: onde o ciclo iraniano estuda a guerra que deflagrou, este estuda a guerra que ainda pode ser evitada — e é nessa assimetria que reside a sua tensão mais produtiva.

Citações do livro

  • «o Estreito de Taiwan é hoje o teste decisivo da capacidade do sistema internacional para gerir uma transição de poder sem catástrofe; se a dissuasão funcionar, entraremos numa fase prolongada de competição controlada; se falhar, o século XXI será reescrito a partir das cinzas de uma guerra que ninguém quer e que, por isso mesmo, pode acontecer»

  • «não é literário por gosto: é metodológico»

  • «não é neutro porque a ordem internacional não é neutra»

  • «sem essa empatia analítica, transformamo-nos em propagandistas»

Outras expressões do livro citadas

«deliberadamente»«escudo de silício»«expansão»«dados actualizados 2026»«zona de perigo»«empatia analítica»

Fonte: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Ensaio
Primeira publicação
Páginas
467 (edição em português)
Formatos
E-book Kindle · Livro impresso (capa mole)
Línguas
2 — português e inglês
ISBN
979-8196342790

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