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Capa do livro «A Crise da Direita Democrática e o Encontro com a Extrema-Direita (2.ª Edição)»

A Crise da Direita Democrática e o Encontro com a Extrema-Direita (2.ª Edição)

«O futuro não está escrito. É escrito pelos que se atrevem a escrevê-lo.»

Do livro — citação seleccionada em «A Obra Comentada»
Páginas
553 páginas
ISBN
ISBN 979-8196028175
Primeira publicação
Formatos
Kindle e capa mole
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Excerto

Vivemos tempos de transição e incerteza. A democracia, durante décadas dada como adquirida, está agora a ser posta à prova por forças que, embora operem dentro do sistema, visam subverter os seus fundamentos. Em Portugal, o surgimento e ascensão do Chega exemplificam esta nova realidade, onde o populismo autoritário desafia as bases do regime democrático e reclama espaço no cenário político nacional.

Este livro nasce da urgência de compreender, com rigor científico e profundidade analítica, as dinâmicas complexas que levaram à erosão da direita democrática tradicional e à emergência de um discurso e prática política marcados pelo populismo

Autoritário.

— A Crise da Direita Democrática e o Encontro com a Extrema-Direita (2.ª Edição)

Nota editorial

Fonte: descrição editorial da edição em português (Amazon).

Sobre o livro

Texto publicado com a edição em português (Amazon). O texto continua a partir do excerto.

Ao longo dos capítulos, procuramos descrever não apenas o fenómeno do Chega em si, mas também o contexto social, político e cultural que permite o seu crescimento, assim como os impactos que produz no sistema democrático português.

Não se trata aqui de um manifesto político, mas sim de um ensaio crítico, informado e profundamente comprometido com a defesa dos princípios fundamentais da liberdade, do pluralismo e da justiça social. A intenção é fomentar o debate público informado e responsável, oferecendo uma base sólida para reflexões e ações futuras que possam fortalecer a resiliência democrática.

É também um convite à reflexão serena e rigorosa, que reconhece a complexidade dos tempos actuais e rejeita soluções simplistas, propondo um olhar crítico e plural sobre os desafios políticos que enfrentamos. Esperamos que esta obra sirva como referência valiosa para investigadores, docentes, decisores políticos e cidadãos engajados no contínuo esforço pela preservação e aprofundamento da democracia em Portugal.

Esta transição exige coragem intelectual e política para enfrentar as tensões e contradições do presente, construir consensos e renovar projetos colectivos. É um chamado a todos aqueles que acreditam na democracia como um projeto vivo, em permanente construção, capaz de superar desafios e garantir um futuro mais justo e inclusivo.

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Leitura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Leitura crítica em terceira pessoa, reproduzida de «A Obra Comentada», o catálogo comentado da obra publicado pelo próprio autor. Não se trata de uma recensão de imprensa.

Concluído em Sintra em Maio de 2026, numa segunda edição revista e ampliada que ultrapassa os cinquenta capítulos, este é o livro mais português do eixo — e também o mais enciclopédico. A tese central é enunciada no epílogo com clareza militante: «o Chega não é uma anomalia transitória, mas um sintoma de transformações estruturais que afectam toda a Europa», e combatê-lo exige três frentes simultâneas — defesa intransigente das instituições liberais, reinvenção programática do centro político e resposta material concreta às populações que sentem ter sido deixadas para trás. O prefácio assume o estatuto do livro: não um manifesto, mas «um ensaio crítico, informado e profundamente comprometido com a defesa dos princípios fundamentais da liberdade, do pluralismo e da justiça social».

A estrutura é a de uma verdadeira suma política em três andamentos. O primeiro (capítulos 1 a 13) é a história e a anatomia da direita democrática portuguesa: da emergência do PPD/PSD de Sá Carneiro e do CDS de Freitas do Amaral no PREC — quando a palavra «direita» era politicamente tóxica — ao cavaquismo, à troika e à fragmentação de 2019, com a entrada fulminante do Chega e da IL no Parlamento; seguem-se a análise do fenómeno Ventura, da cultura de ressentimento, da desinformação e do impacto da extrema-direita na participação cidadã. O segundo andamento (capítulos 14 a 34), acrescentado nesta edição, alarga surpreendentemente o objecto ao outro pilar do centro: a social-democracia europeia e o PS português, de Mário Soares ao caso cautelar do PASOK grego, do SPD alemão ao macronismo. O terceiro (capítulos 35 a 50) traz a análise ao presente imediato — os pactos parlamentares PSD-Chega de 2025-2026, o «paradoxo da prosperidade» (crescimento económico com radicalização política), uma simulação macroeconómica dos cenários AD+IL versus AD+Chega, e dez reformas estruturais prioritárias. Os anexos documentam a intervenção cívica do autor, incluindo cartas abertas ao Presidente da República — o livro como prolongamento da cidadania, não como observação distante.

Os diálogos intelectuais combinam a politologia portuguesa (André Freire, Marina Costa Lobo, a tipologia de Sartori sobre sistemas partidários) com a literatura internacional do populismo já mobilizada nos volumes americanos, além de Hobsbawm e Faulkner («o passado não está morto — nem sequer é passado») no enquadramento histórico. No conjunto da obra, é o fecho lógico do eixo: depois do diagnóstico americano, a pergunta que verdadeiramente importa ao leitor português — pode acontecer aqui? — recebe uma resposta sóbria: está a acontecer, mas Portugal dispõe ainda de instituições resilientes, sociedade civil activa, fundos europeus transformadores e capital diplomático. Aproveitar essas vantagens depende de escolhas: «entre o ressentimento ou a esperança organizada, entre a contemplação resignada ou a acção cívica responsável». O livro fecha com a divisa que podia servir de epígrafe a todo o eixo: «O futuro não está escrito. É escrito pelos que se atrevem a escrevê-lo.»

Citações do livro

  • «um ensaio crítico, informado e profundamente comprometido com a defesa dos princípios fundamentais da liberdade, do pluralismo e da justiça social»

  • «o Chega não é uma anomalia transitória, mas um sintoma de transformações estruturais que afectam toda a Europa»

  • «o passado não está morto — nem sequer é passado»

  • «entre o ressentimento ou a esperança organizada, entre a contemplação resignada ou a acção cívica responsável»

Outras expressões do livro citadas

«direita»«paradoxo da prosperidade»

Fonte: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Ensaio
Primeira publicação
Páginas
553 (edição em português)
Formatos
E-book · Livro impresso (capa mole)
Línguas
2 — português e inglês
ISBN
979-8196028175

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