
EURONATO Política, Indústria e Guerra · Volumen 1
2026 · 742 páginas

Factores Decisivos para a Vitória sobre Trump e Putin
Descripción de la edición original, en portugués.
A Componente Política, Industrial e Militar da Europa no Âmbito Estratégico a Quinze Anos
Elementos de Avaliação Financeira Nacional e Internacional , Parceiros Fora da Europa
Factores Decisivos para a Vitória sobre Trump e Putin
O Custo Nacional da Euronato: PIB, Dívida e Sustentabilidade
O plano desta obra enuncia para o presente capítulo uma tese em três proposições: que o alvo de 5 % do produto interno bruto implica aumentos de despesa militar que variam de 20 % na Polónia a 419 % no Luxemburgo; que existe um paradoxo, porque os países com maior necessidade de aumento são também os mais endividados e aqueles onde o apoio público é menor; e que a sustentabilidade financeira é, por isso, o desafio central da Euronato. A investigação confirma que a série de onde a primeira proposição nasce é genuína — foi publicada na Intereconomics em 2026 por três economistas de Berlim, e é dela que vêm os números de 20 %, 226 % e 419 %[1] — e confirma a segunda com dados do Eurostat e da NATO. Mas obriga a antepor-lhes um facto que as precede e as condiciona a todas, e que é a contribuição própria deste capítulo: não é hoje possível dizer quanto custa realmente a meta de 5 % do PIB, porque a componente de 1,5 % que representa três décimos dessa meta não é medida publicamente por ninguém.
A afirmação não é retórica nem é uma queixa sobre a qualidade dos dados. Desde 2026, as tabelas estatísticas da Aliança já não se intitulam «defence expenditure» mas «core defence expenditure»: a NATO passou a publicar séries exclusivamente do numerador dos 3,5 %, e a componente alargada — a que cobre protecção de infra-estruturas críticas, defesa de redes, preparação e resiliência civis, inovação e reforço da base industrial — não consta de nenhuma tabela pública[2]. A Aliança afirma, no comunicado que acompanha a série de Julho de 2026, que dezassete Aliados deverão cumprir a orientação de 1,5 % em 2026, contra apenas cinco na de 3,5 %; mas não publica a tabela que sustenta a primeira metade da frase[3]. Não é verificável que rubricas cada Estado imputa à componente alargada, se há dupla contagem entre as duas componentes, nem qual o valor total do agregado. Daqui decorre a proposição mais desconfortável deste capítulo: a meta que organiza o esforço militar europeu até 2035 tem um numerador que ninguém publica, e há indícios sérios de que cerca de 30 % dela já está cumprida por via contabilística, sem que a isso corresponda um euro de despesa nova identificável.
Uma segunda advertência metodológica atravessa todo o capítulo e não pode ser dispensada. Existem três contabilidades distintas da despesa de defesa, e elas não são intermutáveis: a série da NATO, que inclui pensões de militares e de civis do sector da defesa, investigação e desenvolvimento militares e assistência militar a outros Aliados; a série da Agência Europeia de Defesa, declarada pelos vinte e sete Estados-Membros com um agregado próprio; e a definição orçamental nacional, que corresponde à divisão 02 da classificação funcional das despesas públicas nas contas do Eurostat, e que é aquela sobre a qual assenta toda a flexibilidade orçamental concedida pela União. A divergência entre a primeira e a terceira é sistemática e por vezes enorme: em 2025, Portugal declarou 5,93 mil milhões de euros em definição aliada e 3,07 mil milhões em definição nacional; Espanha, 33,1 contra 25,6 mil milhões; Itália, 45,3 contra 35,5[4]. Qualquer afirmação sobre «o custo do rearmamento» que não declare a série que usa é, em sentido próprio, indeterminada.
Edición en portugués:
EURONATO Política, Indústria e Guerra
766 páginasKindle y tapa blanda

2026 · 742 páginas

2026 · 551 páginas

2026 · 608 páginas
