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Fragmento

Há lugares que nos enganam pela superfície

De Poemas Seleccionados · junio de 2026

Há lugares que nos enganam pela superfície. Chamamos-lhes vazios, estéreis, mortos — porque não sabemos ver o tempo que neles respira. Mas o deserto não é ausência: é contenção. Não é silêncio: é espera.

Nota editorial

Naturaleza del texto: Poema en prosa (fragmento).

Fuente: descripción editorial del libro en Amazon (texto del propio libro).

Texto reproducido sin cambios. Texto original en portugués.