Adormecido junto ao Tejo, na ribanceira do cais de Belém, sonha o Poeta moderno que Luís de Camões lhe surge à porta da memória, conduzindo-o por mares nunca dantes navegados — os do tempo presente — até ao primeiro porto interior da Pátria. Leva-o Camões pela mão a contemplar o regresso das caravelas: já não vão de partida, mas voltam carregadas de saber, de luz e de cuidado, prontas a refundar o sentido do labor comum. Conclui-se que o verdadeiro porto está dentro do Povo: ali se confirma a vocação universal de Portugal, raiz antiga e renovada de toda a viagem.
Note éditoriale
Nature du texte: Argument en prose d’un chant épique.
Source: Argument du chant publié dans la description éditoriale du livre et reproduit dans « A Obra Comentada » (livre numérique, septembre 2026).
Texte reproduit sans modification. Texte original en portugais.