Este livro é uma travessia. Vinte e cinco janelas para um mesmo silêncio. Cada janela tem a forma de um poema em prosa — pequena clareira aberta para o leitor se demorar — e, em seguida, cinco sonetos em alexandrinos, que voltam ao mesmo motivo de cinco modos diferentes, como cinco maneiras de olhar a mesma pedra. Os temas vêm da contemplação Zen: instantes em que o pensamento ainda não se formou, sombras que se desfazem sem queixa, sinos que se ouvem sem chegar, mãos que soltam sem o saber. Foram escritos com extrema economia de linguagem, imagens concretas, cortes súbitos como kireji do haiku, e uma tensão constante entre o que está presente e o que permanece em ausência. Não querem ser explicação. Querem ser dedo a apontar.
Note éditoriale
Nature du texte: Présentation du livre par l’auteur (prose).
Source: description éditoriale du livre sur Amazon (texte du livre lui-même).
Texte reproduit sans modification. Texte original en portugais.