Colecção de poesia
A Cintilação das Almas
Dez prosas e cem sonetos sobre a amizade, a vigília dos afetos e a presença que não morre
Maio de 2026 · 5 textos · PortuguêsPoesia, Espiritualidade e Meditação

Textos desta colecção
Leitura crítica
Excerto do comentário de «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026): uma leitura crítica da obra, escrita na terceira pessoa.
A Cintilação das Almas aplica a arquitectura de Perdoar — dez prosas, cem sonetos, aqui agrupados em dez «Constelações» — a um tema raro na tradição lírica portuguesa: a amizade, ou melhor, «a vigília dos afectos e a presença que não morre». O ponto de partida é uma lacuna léxica que o livro transforma em programa: entre os três nomes gregos do amor — eros, filia, ágape — há «um pátio mudo, simples, abundante, / onde o afecto sem nome sai distante / de toda a hierarquia interior». A primeira constelação inteira gira sobre esse vazio do dicionário: «Procurei no léxico um lugar / onde coubesse o que entre nós cintilava», confessa o quinto soneto, para concluir com a mais bela renúncia à nomeação: «basta-me em ti, basta-te em mim, viver».
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