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Cover des Buches „Europa em Pressão“

Europa em Pressão, Band 1

Seiten
595 Seiten
ISBN
ISBN 979-8171492212
Erstveröffentlichung
Formate
Kindle und Taschenbuch
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Leseprobe

Este livro existe porque o debate europeu sobre segurança produz, desde 2022, um volume documental sem precedentes e uma acumulação de conhecimento muito inferior a esse volume. Publicam-se declarações de cimeira, livros brancos, roteiros, regulamentos, pacotes de sanções e relatórios de institutos a um ritmo que nenhum leitor não profissional consegue acompanhar, e a consequência não é uma opinião pública mais informada: é uma opinião pública que retém três ou quatro números soltos — cinco por cento, oitocentos mil milhões, cento e cinquenta mil milhões — sem saber o que cada um mede, quem se obrigou a quê, em que prazo e com que mecanismo de verificação.

— Europa em Pressão — Band 1

Originaltext auf Portugiesisch.

Redaktionelle Anmerkung

Quelle: Verlagsbeschreibung der Ausgabe auf Portugiesisch (Amazon).

Über das Buch

Beschreibung aus der Originalausgabe, auf Portugiesisch. Der Text schließt an die Leseprobe an.

A finalidade desta obra é restituir a esses números o seu conteúdo jurídico e material, e fazê-lo com um aparato de notas que permita ao leitor verificar cada afirmação por si próprio, sem depender da autoridade de quem escreve.

O que mudou desde a edição anterior não foi o diagnóstico: foi a densidade dos factos disponíveis para o sustentar. Em Junho de 2025, os trinta e dois Aliados adoptaram em Haia uma declaração de cinco parágrafos que fixa o objectivo de investir cinco por cento do produto interno bruto anual em defesa até 2035, repartidos entre um piso de três vírgula cinco por cento para requisitos essenciais e um tecto de um vírgula cinco por cento para infra-estruturas críticas, resiliência e preparação civil.[1] Em Maio de 2025, o Conselho adoptou o regulamento SAFE, com cento e cinquenta mil milhões de euros em empréstimos para aquisição conjunta, ao abrigo do artigo 122.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, base jurídica que dispensou a co-decisão do Parlamento Europeu.[2] Em Dezembro de 2025, o Conselho aprovou definitivamente o Programa Europeu para a Indústria de Defesa.[3] Em Abril de 2026, finalizou um empréstimo de noventa mil milhões de euros à Ucrânia por cooperação reforçada a vinte e quatro Estados-membros, contornando estruturalmente um veto em vez de o negociar.[4]

No mesmo período alterou-se a natureza do que a Europa enfrenta. A coerção deixou de ser sobretudo informacional e passou a ser também física: violações em larga escala do espaço aéreo polaco em Setembro de 2025, com invocação do artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte; três aeronaves militares russas armadas no espaço aéreo estónio durante mais de dez minutos, dias depois; uma explosão na linha ferroviária polaca usada para entregas à Ucrânia em Novembro de 2025, atribuída oficialmente por Varsóvia aos serviços de informação militar russos e seguida do encerramento do último consulado russo em território polaco.[5][6] Uma obra escrita antes desta sequência descreveria um fenómeno; esta descreve uma campanha, com a ressalva — desenvolvida no lugar próprio — de que a qualificação como campanha coordenada é analítica e não oficial.

Alterou-se, por fim, a posição americana enunciada em documento. A Estratégia de Segurança Nacional publicada em Dezembro de 2025 identifica como ameaça principal à Europa não a agressão russa mas um «apagamento civilizacional» a vinte anos, e declara o objectivo de cultivar, dentro das nações europeias, resistência à trajectória actual da Europa.[7] A Estratégia de Defesa Nacional divulgada em Janeiro de 2026 ordena as prioridades pela defesa do território, pela segurança do Hemisfério Ocidental, pela reconstrução da base industrial e pela partilha de encargos com aliados, reclassificando a Rússia como ameaça persistente mas gerível para os membros orientais da Aliança.

Em Julho de 2026, o Pentágono lançou uma revisão da postura de forças na Europa cujo objectivo declarado é transferir para os aliados europeus a responsabilidade pela defesa convencional.[1] Estes três documentos não são retórica de campanha: são doutrina publicada, e obrigam a reescrever qualquer capítulo sobre garantias de segurança que tenha sido redigido antes deles.

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Bibliografische Angaben

Gattung
Essay
Erstveröffentlichung
Seiten
595 (Ausgabe auf Portugiesisch)
Formate
Kindle-E-Book · Taschenbuch
Sprachen
1 — Portugiesisch
ISBN
979-8171492212

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