

Manual da Geopolítica Global, Volumen 1
O Futuro nas Nossas Mãos
«As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder»
- Páginas
- 639 páginas
- ISBN
- ISBN 979-8196370212
- Primera publicación
- Formatos
- Kindle y tapa blanda
Fragmento
Por que razão se escreve esta obra
Esta obra nasce de uma constatação inquietante. A produção em língua portuguesa sobre geopolítica e estratégia, embora tenha conhecido nos últimos anos um progresso notável, em particular através do Instituto da Defesa Nacional, do Instituto Universitário Militar, da Coleção ARES, da revista Nação e Defesa, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, da EuroDefense Portugal, das publicações da FUNAG e da Escola Superior de Defesa do Brasil, continua dispersa, fragmentada e dirigida a públicos especializados.
— Manual da Geopolítica Global — Volumen 1
Texto original en portugués.
Nota editorial
Fuente: descripción editorial de la edición en portugués (Amazon).
Sobre el libro
Descripción de la edición original, en portugués. El texto continúa a partir del fragmento.
Falta, em português europeu, uma obra de referência abrangente que combine três coisas: amplitude enciclopédica capaz de cobrir os fundamentos do poder, da guerra e da ordem internacional; profundidade doutrinária que dialogue com os clássicos e com os relatórios mais actuais de NATO, SIPRI, IISS, RAND, CSIS, Chatham House e Belfer Center; e utilidade prática para quem precisa de tomar decisões num horizonte temporal que vai até 2050.
Há também uma razão cívica. O século XXI, e em particular a janela 2026-2050, será o período em que se redefinirá a ordem internacional saída de 1945 e parcialmente reformulada em 1991. As guerras na Ucrânia, em Gaza, no Sahel, no Cáucaso e no Mar Vermelho, a competição estratégica entre Estados Unidos e China, a ascensão dos BRICS alargados, a fragmentação da governança global, a crise do multilateralismo, a militarização do espaço, a corrida pelos minerais críticos e o regresso da retórica nuclear constituem sinais inequívocos de uma transição sistémica. Como sublinhou o Belfer Center, no seu Annual Report 2025, e como repete o Strategic Survey do IISS, o sistema internacional entrou numa fase em que o risco de erro estratégico se torna existencial. Se uma democracia europeia de pequena dimensão como Portugal quiser preservar a sua soberania, a sua segurança e a sua prosperidade neste contexto, precisa de cidadãos cultos em matéria estratégica, decisores formados em prospectiva e quadros militares e diplomáticos com cultura geopolítica integrada. Esta obra pretende contribuir para essa formação.
Há, por fim, uma razão pessoal. O autor entende que escrever um manual desta natureza é uma forma de retribuição intelectual. A democracia em que vivemos foi construída por gerações que pagaram em sangue, em exílio e em sacrifício a possibilidade de pensar livremente. Escrever, em português, com fontes verificáveis, sobre os assuntos mais difíceis do nosso tempo, é honrar essa liberdade. Não fazê-lo, podendo, seria uma forma de irresponsabilidade. O autor não escreve esta obra para esgotar o assunto, escreve-a porque considera necessário que ela exista e porque, dentro dos seus limites e leituras, está em condições de a oferecer. Ficará para outros, certamente mais qualificados em domínios específicos, completá-la, corrigi-la e prolongá-la. . Esta obra dirige-se a cinco públicos distintos, sem renunciar a falar com cada um deles na sua exigência própria. O primeiro é o público académico: investigadores, doutorandos e mestrandos das áreas de relações internacionais, ciência política, estudos de segurança, história militar, estudos europeus, estudos africanos, estudos asiáticos e geografia política. Para esses leitores, o livro funciona como mapa de orientação, fonte secundária densa e ponto de partida para investigação primária. Cada capítulo remete para fontes abertas, repositórios académicos, bases de dados e literatura especializada que o investigador possa percorrer com autonomia.
Índice de ediciones
Edición en portugués:
Manual da Geopolítica Global
639 páginasKindle y tapa blanda
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Lectura crítica — «A Obra Comentada» (2026)
Texto original en portugués.
Se O Novo Risco Sistémico é a chave de abóbada teórica do eixo, o Manual da Geopolítica Global é a sua enciclopédia: quatro volumes concebidos como «obra de referência integralmente original», com horizonte declarado de 2026 a 2050, que se propõem fazer aquilo que o prefácio anuncia sem falsa modéstia — oferecer «um manual operativo, não apenas descritivo». A tese que sustenta o conjunto é a do choque simultâneo de três movimentos históricos: a erosão da ordem internacional liberal construída depois de 1945, a fragmentação geopolítica em blocos competitivos e a aceleração tecnológica em ondas múltiplas. O diagnóstico é formulado com a concisão que é timbre dos melhores momentos do autor: «As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder». E a natureza da transição em curso é cuidadosamente distinguida das transições hegemónicas clássicas teorizadas por Robert Gilpin e pela power transition theory de Organski: esta é triplamente mais complexa, porque decorre sob o pano de fundo da destruição mútua nuclear, numa economia globalizada de cadeias de valor entrelaçadas, e em plena revolução da inteligência artificial.
A arquitectura dos quatro volumes é pedagógica e cumulativa. O Volume 1, «Fundamentos, Doutrina e Estratégia», constrói o edifício conceptual: o poder e a sua mensuração, o Estado e a soberania (de Bodin a Vestefália e às soberanias digital, espacial e marítima), o sistema internacional entre anarquia e hierarquia, a geopolítica clássica — Ratzel, Mahan, Mackinder, Spykman, Haushofer — e a sua reabilitação contemporânea por Brzezinski, Kissinger e Kaplan, a geoeconomia e a interdependência armada, a guerra e a dissuasão (Clausewitz, Sun Tzu, Jomini, Aron), as alianças, a inteligência estratégica, a OSINT e a guerra cognitiva. Cada capítulo fecha com uma «síntese e horizonte 2050», dispositivo que transforma a doutrina em prospectiva aplicada. Os volumes intermédios desenvolvem os domínios operacionais do poder — naval, terrestre, aéreo, espacial, cibernético — e o Volume 4 culmina nas «Perspectivas de Futuro 2026-2050», organizadas por espaços e potências: Atlântico Norte e Sul, Mediterrâneo, Árctico e Antárctida, Gronelândia, Índico e Pacífico, Estados Unidos, China, Rússia, NATO e África, cada um decomposto em trajectórias 2026-2030, 2031-2040 e 2041-2050, com riscos, indicadores de alerta precoce e recomendações explícitas para Portugal, para a União Europeia e para a CPLP.
É justamente esta atenção sistemática ao espaço lusófono — do arco atlântico Açores–Cabo Verde–Cabo da Boa Esperança aos apêndices dedicados a Portugal, ao Brasil e aos PALOP — que distingue o Manual da literatura congénere anglo-saxónica e lhe confere o seu contributo próprio: é, tanto quanto se conhece, a única tentativa em língua portuguesa de uma summa geopolítica com esta escala e este horizonte temporal. Dentro da obra completa, o Manual funciona como plataforma de onde os restantes livros do eixo descolam: os conceitos aqui estabelecidos — chokepoints, weaponized interdependence, zona cinzenta, dissuasão integrada — reaparecem, aplicados, em O Controlo dos Estreitos, na Meta-Ameaça Sino-Russa ou no Jogo das Máscaras. O risco inerente a um projecto desta dimensão é conhecido: a fronteira entre a exaustividade e a redundância nem sempre é vigiada, e a estrutura de adendas e apêndices sucessivos do Volume 4 trai um livro que continuou a crescer depois de concluído. Mas o balanço crítico é claramente favorável: como instrumento de formação — para estudantes, diplomatas, militares e decisores do espaço lusófono — o Manual não tem, no seu idioma, paralelo evidente, e o título transporta a convicção que percorre toda a obra do autor: o futuro não é um destino, é uma decisão. «O futuro nas nossas mãos» não é aqui retórica de capa; é a tese.
Citas del libro
«um manual operativo, não apenas descritivo»
Otras expresiones del libro citadas
«obra de referência integralmente original»«Fundamentos, Doutrina e Estratégia»«síntese e horizonte 2050»«Perspectivas de Futuro 2026-2050»«O futuro nas nossas mãos»
Fuente: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico
Ficha técnica
- Género
- Manual y técnica
- Eje de la obra
- Estrategia y geopolítica
- Primera publicación
- Páginas
- 639 (edición en portugués)
- Formatos
- Versión Kindle · Tapa blanda
- Idiomas
- 1 — portugués
- ISBN
- 979-8196370212



