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Cubierta del libro «Manual da Geopolítica Global»
Estrategia y geopolíticaManual y técnicaVolumen 2

Manual da Geopolítica Global, Volumen 2

O Futuro nas Nossas Mãos

«As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder»

Del libro — cita seleccionada en «A Obra Comentada»
Páginas
599 páginas
ISBN
ISBN 979-8196372827
Primera publicación
Formatos
Kindle y tapa blanda
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Fragmento

A geopolítica não é exercício abstracto. Realiza-se em territórios concretos, com geografias específicas, populações finitas, recursos contados e memórias longas. Esta Parte III propõe uma cartografia analítica dos vinte espaços geopolíticos que, no horizonte 2026-2050, concentrarão a maior densidade de competição estratégica, risco de conflito armado e reconfiguração de equilíbrios. A escolha não é neutra: privilegia teatros onde se cruzam capacidades militares de primeira ordem, recursos críticos, fluxos comerciais essenciais e linhas de fractura ideológicas. A análise combina dados estruturais, leitura de doutrinas oficiais e construção de cenários até meados do século.

— Manual da Geopolítica Global — Volumen 2

Texto original en portugués.

Nota editorial

Fuente: descripción editorial de la edición en portugués (Amazon).

Sobre el libro

Descripción de la edición original, en portugués. El texto continúa a partir del fragmento.

O objectivo é fornecer ao leitor um mapa interpretativo que permita situar acontecimentos imediatos num quadro estrutural mais vasto e antecipar trajectórias plausíveis.

A organização desta Parte III obedece a lógica de progressão analítica. Os primeiros capítulos (41-45) abordam os grandes pólos de poder do sistema internacional — Europa, NATO, Rússia, Estados Unidos, China — porque sem compreensão das suas geografias, demografias, economias e doutrinas as restantes regiões não fazem sentido pleno. Os capítulos seguintes (46-49) entram no Indo-Pacífico, palco de gravidade da competição estratégica das próximas décadas, articulando a competição marítima, o ponto crítico de Taiwan, o equilíbrio do Nordeste Asiático e a ascensão indiana. Os capítulos 50-53 mergulham nas geografias do Sul: Médio Oriente, Golfo, Norte de África e Sahel, África Subsaariana — espaços onde se concentram fragmentação, competição por recursos críticos e fluxos demográficos massivos. Os capítulos 54 e 55 abordam o Hemisfério Ocidental e o Árctico, com renovação da Doutrina Monroe e reabertura do Norte como dimensões estratégicas em transformação. Os capítulos 56 e 57 articulam dois mares interiores cruciais: o Mar Negro como teatro da guerra ucraniana e do corredor euroasiático, o Mediterrâneo alargado como interface entre Europa, África e Ásia. Os capítulos 58 e 59 dedicam-se especificamente ao Atlântico, com particular atenção à dimensão lusófona — uma das mais ricas perspectivas analíticas que Portugal pode oferecer ao pensamento estratégico contemporâneo. Finalmente, o capítulo 60 conclui com reflexão transversal sobre pequenas potências, articulando lições aplicáveis a múltiplos contextos.

A escolha das fontes para esta Parte III obedece a critérios de credibilidade, abertura e actualidade. Os documentos oficiais — Strategic Concept da NATO 2022, sucessivas National Security Strategies e National Defense Strategies norte-americanas, White Papers de defesa de Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Austrália, Coreia do Sul, Livro Branco brasileiro, Doutrina de Política Externa russa de 2023, Livros Brancos da Defesa chineses, Strategic Compass da União Europeia — articulam fundamento documental primário. Os anuários estratégicos — SIPRI Yearbook, IISS Military Balance, ACLED, Global Terrorism Index — fornecem dados quantitativos. Os think tanks ocidentais e do Sul Global — RAND, CSIS, Brookings, Belfer Center, Atlantic Council, Carnegie, RUSI, IISS, Chatham House, ECFR, IFRI, SWP, ASPI, ORF, IDSA, INSS, FUNAG, ESD, IDN, IUM, Real Instituto Elcano, Clingendael — articulam análise interpretativa. Os meios de comunicação especializados — Foreign Affairs, Foreign Policy, The Economist, Financial Times, Le Monde, El País, Politico Europe, Diplomat, Nikkei Asia, South China Morning Post — articulam contexto. Os repositórios académicos abertos — DOAJ, OpenAIRE, repositórios universitários portugueses (UAL, UC, ULisboa, UP, ISCTE), brasileiros, e internacionais — articulam pesquisa científica peer-reviewed. A indicação metodológica é constante: cruzar fontes, datar acessos, manter prudência face a interpretações de parte interessada,...

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Lectura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Lectura crítica en tercera persona, reproducida de «A Obra Comentada», el catálogo comentado de la obra publicado por el propio autor. No se trata de una reseña de prensa.

Texto original en portugués.

Se O Novo Risco Sistémico é a chave de abóbada teórica do eixo, o Manual da Geopolítica Global é a sua enciclopédia: quatro volumes concebidos como «obra de referência integralmente original», com horizonte declarado de 2026 a 2050, que se propõem fazer aquilo que o prefácio anuncia sem falsa modéstia — oferecer «um manual operativo, não apenas descritivo». A tese que sustenta o conjunto é a do choque simultâneo de três movimentos históricos: a erosão da ordem internacional liberal construída depois de 1945, a fragmentação geopolítica em blocos competitivos e a aceleração tecnológica em ondas múltiplas. O diagnóstico é formulado com a concisão que é timbre dos melhores momentos do autor: «As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder». E a natureza da transição em curso é cuidadosamente distinguida das transições hegemónicas clássicas teorizadas por Robert Gilpin e pela power transition theory de Organski: esta é triplamente mais complexa, porque decorre sob o pano de fundo da destruição mútua nuclear, numa economia globalizada de cadeias de valor entrelaçadas, e em plena revolução da inteligência artificial.

A arquitectura dos quatro volumes é pedagógica e cumulativa. O Volume 1, «Fundamentos, Doutrina e Estratégia», constrói o edifício conceptual: o poder e a sua mensuração, o Estado e a soberania (de Bodin a Vestefália e às soberanias digital, espacial e marítima), o sistema internacional entre anarquia e hierarquia, a geopolítica clássica — Ratzel, Mahan, Mackinder, Spykman, Haushofer — e a sua reabilitação contemporânea por Brzezinski, Kissinger e Kaplan, a geoeconomia e a interdependência armada, a guerra e a dissuasão (Clausewitz, Sun Tzu, Jomini, Aron), as alianças, a inteligência estratégica, a OSINT e a guerra cognitiva. Cada capítulo fecha com uma «síntese e horizonte 2050», dispositivo que transforma a doutrina em prospectiva aplicada. Os volumes intermédios desenvolvem os domínios operacionais do poder — naval, terrestre, aéreo, espacial, cibernético — e o Volume 4 culmina nas «Perspectivas de Futuro 2026-2050», organizadas por espaços e potências: Atlântico Norte e Sul, Mediterrâneo, Árctico e Antárctida, Gronelândia, Índico e Pacífico, Estados Unidos, China, Rússia, NATO e África, cada um decomposto em trajectórias 2026-2030, 2031-2040 e 2041-2050, com riscos, indicadores de alerta precoce e recomendações explícitas para Portugal, para a União Europeia e para a CPLP.

É justamente esta atenção sistemática ao espaço lusófono — do arco atlântico Açores–Cabo Verde–Cabo da Boa Esperança aos apêndices dedicados a Portugal, ao Brasil e aos PALOP — que distingue o Manual da literatura congénere anglo-saxónica e lhe confere o seu contributo próprio: é, tanto quanto se conhece, a única tentativa em língua portuguesa de uma summa geopolítica com esta escala e este horizonte temporal. Dentro da obra completa, o Manual funciona como plataforma de onde os restantes livros do eixo descolam: os conceitos aqui estabelecidos — chokepoints, weaponized interdependence, zona cinzenta, dissuasão integrada — reaparecem, aplicados, em O Controlo dos Estreitos, na Meta-Ameaça Sino-Russa ou no Jogo das Máscaras. O risco inerente a um projecto desta dimensão é conhecido: a fronteira entre a exaustividade e a redundância nem sempre é vigiada, e a estrutura de adendas e apêndices sucessivos do Volume 4 trai um livro que continuou a crescer depois de concluído. Mas o balanço crítico é claramente favorável: como instrumento de formação — para estudantes, diplomatas, militares e decisores do espaço lusófono — o Manual não tem, no seu idioma, paralelo evidente, e o título transporta a convicção que percorre toda a obra do autor: o futuro não é um destino, é uma decisão. «O futuro nas nossas mãos» não é aqui retórica de capa; é a tese.

Citas del libro

  • «um manual operativo, não apenas descritivo»

Otras expresiones del libro citadas

«obra de referência integralmente original»«Fundamentos, Doutrina e Estratégia»«síntese e horizonte 2050»«Perspectivas de Futuro 2026-2050»«O futuro nas nossas mãos»

Fuente: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Manual y técnica
Primera publicación
Páginas
599 (edición en portugués)
Formatos
Versión Kindle · Tapa blanda
Idiomas
1 — portugués
ISBN
979-8196372827

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