Hoppa till innehållet
Omslaget till boken ”Geopolítica Mundial, Autonomia Estratégica”

Geopolítica Mundial, Autonomia Estratégica

Sidor
717 sidor
ISBN
ISBN 979-8185134214
Först utgiven
Format
Kindle och häftad
Läs ett utdrag

Utdrag

O regresso da guerra à política europeia

Às primeiras horas de 24 de Fevereiro de 2022, quando as colunas blindadas russas atravessaram a fronteira ucraniana e os mísseis de cruzeiro caíram sobre Kiev, Carcóvia e dezenas de outras localidades, encerrou-se uma época da história europeia que muitos haviam julgado definitivamente arrumada. Durante mais de três décadas, a Europa Ocidental organizara a sua vida política, económica e estratégica em torno de um pressuposto raramente submetido a exame: o de que a guerra interestatal de larga escala, a guerra de conquista territorial conduzida por exércitos convencionais contra outro Estado soberano, pertencia ao passado do continente.

— Geopolítica Mundial, Autonomia Estratégica

Originaltext på portugisiska.

Redaktionell anmärkning

Källa: förlagets beskrivning av utgåvan på portugisiska (Amazon).

Om boken

Beskrivning i originalutgåvan, på portugisiska. Texten fortsätter från utdraget.

O projecto europeu, na sua própria narrativa fundacional, nascera precisamente como antídoto a essa guerra; a integração económica, a interpenetração das economias e a partilha de soberania em domínios outrora reservados ao Estado nacional deveriam tornar o conflito armado, nas palavras consagradas da Declaração Schuman, não apenas impensável mas materialmente impossível. A invasão russa da Ucrânia desmentiu, num único gesto, essa convicção longamente acalentada. O ano de 2022 ficou inscrito como o ano em que a guerra de alta intensidade regressou ao solo europeu, sob a forma da maior operação militar terrestre que o continente conheceu desde o termo da Segunda Guerra Mundial.[1]

Este livro parte de um diagnóstico que considera incontornável e que enuncia desde já, sem rodeios, porque dele decorre tudo o que se segue: a Europa entrou numa era de guerra prolongada, de competição sistémica e de reindustrialização defensiva. Não se trata de um sobressalto passageiro, de uma crise circunscrita que se resolverá com um cessar-fogo e o regresso à normalidade anterior. Trata-se de uma mudança estrutural do ambiente de segurança, cujas implicações atravessam a política externa, a economia, a indústria, a tecnologia e a própria concepção de soberania dos Estados europeus. A guerra na Ucrânia é o acontecimento desencadeador e o seu epicentro geográfico e moral, mas o fenómeno que ela revela é bem mais vasto. Manifesta-se na erosão acelerada da ordem internacional liberal, na rivalidade aberta e declarada entre as grandes potências, na instrumentalização da interdependência económica como instrumento de coerção e na descoberta tardia, por parte das sociedades europeias, de que a prosperidade desarmada não constitui, por si só, garantia de segurança. A tese central que percorrerá estas páginas e que cada uma das oito partes em que a obra se divide procurará sustentar pode formular-se em poucas palavras: a autonomia estratégica europeia só é viável se for compatível com a NATO, assente numa base industrial robusta e dotada de capacidade real de sustentação. Soberania sem capacidade é ficção.

Convém medir o alcance desta proposição, que não é uma simples constatação técnica mas uma tese política com implicações profundas. Afirmar que a soberania depende da capacidade é recusar duas tentações simétricas que dominaram, alternadamente, o debate europeu. A primeira é a tentação idealista, que concebe a soberania como um atributo jurídico ou uma vontade declarada, susceptível de ser afirmada por tratados, por estratégias e por arquitecturas institucionais independentemente dos meios materiais que a sustentam; é a tentação de quem confunde a proclamação da autonomia com a sua realização, e que se contenta com a retórica da ambição sem confrontar as suas condições de possibilidade. A segunda é a tentação derrotista, que, perante a dimensão dos meios exigidos, conclui pela impossibilidade ou pela inutilidade do esforço, remetendo a Europa para uma subordinação permanente e tratando qualquer ambição de autonomia como ilusão perigosa.

Förteckning över utgåvor

En rad per utgåva, på det språk den gavs ut på. Amazonbutiken väljer du en gång, och valet gäller för alla.
  • I Amazonbutikerna använder varje länk utgåvans egen kod (ASIN); tillgängligheten i varje land sköts av Amazon.
  • I Portugal handlar du på Amazon Spanien: det finns ingen portugisisk Amazonbutik.
Se alla utgåvor och butiker

Bokfakta

Genre
Essä
Först utgiven
Sidor
717 (utgåva på portugisiska)
Format
E-bok för Kindle · Tryckt bok (häftad)
Språk
5 — portugisiska, franska, spanska, tyska och italienska
ISBN
979-8185134214

Det här kan också intressera dig

Se alla böcker