





Geopolítica Mundial, Autonomia EstratégicaGéopolitique mondiale, autonomie stratégiqueGeopolítica mundial, autonomía estratégicaWeltgeopolitik, strategische AutonomieGeopolitica mondiale, autonomia strategica
Réindustrialisation de la défense et conflits multidomaines au XXIe siècle
Reindustrialización de la defensa y conflicto multidominio en el siglo XXI
Reindustrialisierung der Verteidigung und multidimensionale Konflikte im 21. Jahrhundert
Reindustrializzazione della difesa e conflitti multidominio nel XXI secolo
- Sidor
- 717 sidor
- ISBN
- ISBN 979-8185134214
- Först utgiven
- Format
- Kindle och häftad
- Sidor
- 744 sidor
- ISBN
- ISBN 979-8185171424
- Utgiven
- Format
- Kindle och häftad
- Sidor
- 738 sidor
- ISBN
- ISBN 979-8185174449
- Utgiven
- Format
- Kindle och häftad
- Sidor
- 782 sidor
- ISBN
- ISBN 979-8185177792
- Utgiven
- Format
- Kindle och häftad
- Sidor
- 728 sidor
- ISBN
- ISBN 979-8185139226
- Utgiven
- Format
- Kindle och häftad
Utdrag
O regresso da guerra à política europeia
Às primeiras horas de 24 de Fevereiro de 2022, quando as colunas blindadas russas atravessaram a fronteira ucraniana e os mísseis de cruzeiro caíram sobre Kiev, Carcóvia e dezenas de outras localidades, encerrou-se uma época da história europeia que muitos haviam julgado definitivamente arrumada. Durante mais de três décadas, a Europa Ocidental organizara a sua vida política, económica e estratégica em torno de um pressuposto raramente submetido a exame: o de que a guerra interestatal de larga escala, a guerra de conquista territorial conduzida por exércitos convencionais contra outro Estado soberano, pertencia ao passado do continente.
— Geopolítica Mundial, Autonomia Estratégica
Originaltext på portugisiska.
Redaktionell anmärkning
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Om boken
Beskrivning i originalutgåvan, på portugisiska. Texten fortsätter från utdraget.
O projecto europeu, na sua própria narrativa fundacional, nascera precisamente como antídoto a essa guerra; a integração económica, a interpenetração das economias e a partilha de soberania em domínios outrora reservados ao Estado nacional deveriam tornar o conflito armado, nas palavras consagradas da Declaração Schuman, não apenas impensável mas materialmente impossível. A invasão russa da Ucrânia desmentiu, num único gesto, essa convicção longamente acalentada. O ano de 2022 ficou inscrito como o ano em que a guerra de alta intensidade regressou ao solo europeu, sob a forma da maior operação militar terrestre que o continente conheceu desde o termo da Segunda Guerra Mundial.[1]
Este livro parte de um diagnóstico que considera incontornável e que enuncia desde já, sem rodeios, porque dele decorre tudo o que se segue: a Europa entrou numa era de guerra prolongada, de competição sistémica e de reindustrialização defensiva. Não se trata de um sobressalto passageiro, de uma crise circunscrita que se resolverá com um cessar-fogo e o regresso à normalidade anterior. Trata-se de uma mudança estrutural do ambiente de segurança, cujas implicações atravessam a política externa, a economia, a indústria, a tecnologia e a própria concepção de soberania dos Estados europeus. A guerra na Ucrânia é o acontecimento desencadeador e o seu epicentro geográfico e moral, mas o fenómeno que ela revela é bem mais vasto. Manifesta-se na erosão acelerada da ordem internacional liberal, na rivalidade aberta e declarada entre as grandes potências, na instrumentalização da interdependência económica como instrumento de coerção e na descoberta tardia, por parte das sociedades europeias, de que a prosperidade desarmada não constitui, por si só, garantia de segurança. A tese central que percorrerá estas páginas e que cada uma das oito partes em que a obra se divide procurará sustentar pode formular-se em poucas palavras: a autonomia estratégica europeia só é viável se for compatível com a NATO, assente numa base industrial robusta e dotada de capacidade real de sustentação. Soberania sem capacidade é ficção.
Convém medir o alcance desta proposição, que não é uma simples constatação técnica mas uma tese política com implicações profundas. Afirmar que a soberania depende da capacidade é recusar duas tentações simétricas que dominaram, alternadamente, o debate europeu. A primeira é a tentação idealista, que concebe a soberania como um atributo jurídico ou uma vontade declarada, susceptível de ser afirmada por tratados, por estratégias e por arquitecturas institucionais independentemente dos meios materiais que a sustentam; é a tentação de quem confunde a proclamação da autonomia com a sua realização, e que se contenta com a retórica da ambição sem confrontar as suas condições de possibilidade. A segunda é a tentação derrotista, que, perante a dimensão dos meios exigidos, conclui pela impossibilidade ou pela inutilidade do esforço, remetendo a Europa para uma subordinação permanente e tratando qualquer ambição de autonomia como ilusão perigosa.
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Utgåva på portugisiska:
Geopolítica Mundial, Autonomia Estratégica
717 sidorKindle och häftad
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Bokfakta
- Genre
- Essä
- Verkets axel
- Europa, Portugal och politisk ekonomi
- Först utgiven
- Sidor
- 717 (utgåva på portugisiska)
- Format
- E-bok för Kindle · Tryckt bok (häftad)
- Språk
- 5 — portugisiska, franska, spanska, tyska och italienska
- ISBN
- 979-8185134214
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