


World Energy CrisisCrise Energética Mundial
From the Crisis of Hormuz to the Rebuilding of Resilient Civilizations
Da Crise de Ormuz à Reconstrução de Civilizações Resilientes
Available in 2 languages
“não é análise de esperança nem análise de predição, mas antes análise de cenários plausíveis com base em dinâmicas estruturais que podemos identificar no presente”
- Pages
- 578 pages
- ISBN
- ISBN 979-8196294037
- Published
- Formats
- Kindle and paperback
- Pages
- 720 pages
- First published
- Formats
- Kindle
About the book
Text published with the English edition (Amazon).
This book was born from the realization that the contemporary international system operates in a context of structural transition whose consequences no one can fully anticipate, but whose probabilities we can explore through rigorous analysis and scenario thinking. The unleashing of direct conflict between the United States and Israel against Iran in February 2026 would represent a turning point in global geopolitical dynamics that would reverberate across multiple dimensions: military, energy, economic, financial, and humanitarian. While this book devotes particular attention to war as a military event, its real focus is on the systemic consequences and international restructuring that would result from such a conflict. The accumulated experience of previous international crises (the Gulf Wars of 1991 and 2003, the energy crises of 1973 and 1979, the financial crisis of 2008) provides precedents that allow us to structure the analysis of possible futures. However, each crisis has unique characteristics that distinguish it from previous crises, and therefore extrapolation from historical precedents is a dangerous exercise that requires careful qualification.
The genesis of this book dates back to discussions that the author had throughout 2023-2024 with multiple interlocutors in the fields of international security, energy policy, international political economy and Portuguese strategic thinking. There was a significant gap in the Portuguese-language literature on the analysis of catastrophic scenarios in the context of the Middle East and their implications for Portugal and Europe. While English-language literature had quality works of strategic analysis on these themes (particularly work by Brzezinski, Mearsheimer, and other great strategists), Portuguese analysis was often reduced to the reproduction of Western narratives or the complete neglect of critical geopolitical issues. Portugal, as a full member of the European Union and NATO, as an open economy highly integrated into global supply chains, and as a power with strategic responsibilities in a European foreign policy dimension, needed the capacity for independent scenario analysis that could guide policymakers and that could inform the educated population about strategic challenges that Portugal faces. This book is an early attempt to fill that gap.
The perspective that structures this book is explicitly realistic in international relations: we operate under the assumption that states function in an anarchic international system where there is no central authority, and that consequently states pursue power and security interests through strategic cost-benefit calculations, often subject to constraints of material capacity, imperfect information, and poor political leadership. This realist perspective does not predispose us to automatic pessimism (some conflicts can be prevented, some cooperations can be achieved) or determinism (outcomes are not predetermined), but it offers a coherent framework for understanding how international actors actually operate in practice. Complementing realism, we incorporate insights from institutionalist theory about how institutions can constrain behavior and reduce uncertainty, and insights from the constructivist perspective about how identities and interests are socially constructed and therefore can be transformed through political and diplomatic processes. The combination of these theoretical perspectives provides a more robust analytical lens than any one of them alone could offer.
Hermínio Cerqueira
March 2026
Excerpt
Este livro nasceu da constatação de que o sistema internacional contemporâneo opera num contexto de transição estrutural cujas consequências ninguém consegue antecipar completamente, mas cujas probabilidades podemos explorar através de análise rigorosa e de pensamento cenário. O desencadeamento de conflito directo entre Estados Unidos e Israel contra Irão em Fevereiro de 2026 representaria um ponto de inflexão nas dinâmicas geopolíticas globais que reverberaria através de múltiplas dimensões: militar, energética, económica, financeira e humanitária.
— Crise Energética Mundial
Original text in Portuguese.
Editorial note
Source: publisher’s description of the Portuguese edition (Amazon).
Index of editions
English edition:
World Energy Crisis
578 pagesKindle and paperback
Portuguese edition:
Crise Energética Mundial
720 pagesKindle
- In the Amazon stores, each link uses the edition’s own code (ASIN); availability in each country is managed by Amazon.
- In Portugal, buy from Amazon Spain: there is no Portuguese Amazon store.
Critical reading — “A Obra Comentada” (2026)
Original text in Portuguese.
De todos os livros do ciclo de Ormuz, a Crise Energética Mundial é o que leva mais longe a cadeia de consequências: começa na geopolítica do Golfo e termina, como o subtítulo anuncia, na «reconstrução de civilizações resilientes». A tese é declarada no prefácio: «Este livro nasceu da constatação de que o sistema internacional contemporâneo opera num contexto de transição estrutural cujas consequências ninguém consegue antecipar completamente, mas cujas probabilidades podemos explorar através de análise rigorosa e de pensamento cenário». O objecto imediato é o cenário de guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão desencadeado em Fevereiro de 2026 — com o bombardeamento inicial, a morte de Khamenei, o bloqueio do Estreito de Ormuz —, mas o autor é cuidadoso na demarcação epistemológica: a sua análise «não é análise de esperança nem análise de predição, mas antes análise de cenários plausíveis com base em dinâmicas estruturais que podemos identificar no presente».
A estrutura acompanha a propagação do choque. A Parte I estabelece o enquadramento geopolítico e histórico do Médio Oriente como epicentro — com um instrumental teórico invulgarmente ecléctico para um livro desta natureza: o sistema-mundo de Wallerstein, o dilema de segurança de Jervis, a anarquia estrutural de Mearsheimer, a maldição dos recursos de Sachs e Warner, o legado otomano e Sykes-Picot. A Parte II narra o deflagrar do conflito e a resposta assimétrica iraniana; a Parte III mede o choque petrolífero — «o maior da história», com o barril a passar de 75 para mais de 200 dólares —, o dilema estagflacionista do Fed e do BCE, o colapso industrial alemão, a dependência ibérica do GNL e a cadeia de transmissão que vai do petróleo aos fertilizantes e à fome. As partes finais exploram os realinhamentos entre Moscovo, Pequim e Teerão e, num movimento característico do autor, invertem o sinal da catástrofe: a crise como aceleradora forçada da transição energética e da construção de resiliência civilizacional. A perspectiva assumida é «explicitamente realista», mas o realismo não conduz ao fatalismo — o prefácio nota que a lente realista «não nos predispõe a pessimismo automático».
Os diálogos intelectuais estendem-se de Brzezinski aos relatórios da Agência Internacional de Energia, da Comissão Europeia e da NATO sobre minerais críticos e cabos submarinos, cuja listagem sistemática no aparato final confirma o compromisso com fontes abertas verificáveis. No conjunto da obra, este volume é a ponte entre dois territórios: liga o ciclo bélico de Ormuz (O Atlântico em Chamas, de que retoma a cronologia) à dimensão económico-sistémica que O Novo Risco Sistémico teoriza, funcionando como o estudo de impacto do cenário que os outros livros descrevem e modelam. Estilisticamente, é dos volumes mais densos do eixo — a prosa acumula quadros teóricos com uma voracidade que por vezes desafia a paciência do leitor generalista —, mas é também dos mais úteis: quem quiser compreender porque é que um míssil no Golfo se transforma numa factura de electricidade em Lisboa encontra aqui, capítulo a capítulo, o mecanismo de transmissão.
Quotations from the book
“Este livro nasceu da constatação de que o sistema internacional contemporâneo opera num contexto de transição estrutural cujas consequências ninguém consegue antecipar completamente, mas cujas probabilidades podemos explorar através de análise rigorosa e de pensamento cenário”
“não nos predispõe a pessimismo automático”
Other expressions quoted from the book
“reconstrução de civilizações resilientes”“o maior da história”“explicitamente realista”
Source: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico
Book details
- Genre
- Essay
- Axis of the work
- Strategy and Geopolitics
- First published
- Pages
- 578 (English edition)
- Formats
- Kindle e-book · Paperback
- Languages
- 2 — Portuguese and English
- ISBN
- 979-8196294037
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