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Cubierta del libro «O Jogo das Máscaras»
Estrategia y geopolíticaEnsayoVolumen 1

O Jogo das Máscaras, Volumen 1

China, Taiwan, América e o Destino do Século XXI

Anatomia da máquina de poder de Pequim

Destacado de «A Obra Comentada»
Páginas
434 páginas
ISBN
ISBN 979-8196339370
Primera publicación
Formatos
Kindle y tapa blanda
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Fragmento

Vivemos a fase mais perigosa do sistema internacional desde a queda do Muro de Berlim. Já não existe o conforto do mundo unipolar, nem a esperança de uma globalização tranquila a coser as diferenças. O que regressou foi a competição entre grandes potências, e regressou armada de tecnologia, finanças, narrativa e cálculo militar. No centro dessa competição está uma ilha de vinte e três milhões de habitantes que produz a maioria dos semicondutores avançados de que o mundo depende. Taiwan deixou de ser um problema bilateral entre Pequim e Taipé para se transformar no nó decisivo da arquitectura global de poder.

Este livro propõe uma leitura desse jogo.

— O Jogo das Máscaras — Volumen 1

Texto original en portugués.

Nota editorial

Fuente: descripción editorial de la edición en portugués (Amazon).

Sobre el libro

Descripción de la edición original, en portugués. El texto continúa a partir del fragmento.

Não é um exercício profético, é um esforço de mapeamento. Mostra como a rivalidade sino-americana se desdobra em camadas — geografia, indústria, dinheiro, símbolos —, como cada uma delas pode produzir guerra ou estabilidade, e como as máscaras diplomáticas funcionam para esconder intenções, simular força ou disfarçar fraqueza. O título não é literário por gosto: é metodológico. A política internacional contemporânea é um teatro em que a coerção precede o disparo, em que a propaganda antecipa a tropa, em que a credibilidade vale mais do que o aço.

O método é o único compatível com um tema desta gravidade: análise estratégica disciplinada, recurso a fontes oficiais e académicas verificáveis, atenção aos sinais de modernização militar e aos relatórios anuais do Pentágono sobre o poder militar chinês, leitura cruzada de documentos doutrinários americanos e chineses, e contraste sistemático com os trabalhos da RAND Corporation, do CSIS, do IISS, do SIPRI, do CNAS, do Atlantic Council, do INDSR, do NIDS japonês, do ASPI australiano e da rede de centros europeus que continuam a investigar com seriedade o Indo-Pacífico. Nada do que se afirma aqui se sustenta sem um corpo documental robusto, e cada capítulo termina com a respectiva lista de notas e referências verificáveis.

O leitor encontrará portanto três planos sobrepostos: o factual, em que se reúnem dados verificáveis sobre capacidades militares, dependências tecnológicas, fluxos comerciais e doutrinas oficiais; o interpretativo, em que se discute o significado estratégico desses dados; e o prospectivo, em que se exploram cenários sem cair no gosto fácil pela catástrofe nem no consolo da estabilidade. A combinação destas três camadas obriga a escrever de forma controlada, com firmeza nos juízos, mas reconhecendo a contingência da história.

Há ainda uma escolha de tom. Este livro não é neutro porque a ordem internacional não é neutra. A defesa da liberdade de navegação no Indo-Pacífico, a integridade política das democracias asiáticas, o respeito por minorias e o pluralismo informativo não são detalhes técnicos: são valores que dão sentido à dissuasão. Mas reconhecer isto não autoriza a caricatura do adversário. A China é uma civilização milenar, com legítimas aspirações de prosperidade e segurança, e qualquer análise séria tem de compreender as suas ansiedades, as suas vulnerabilidades demográficas e financeiras, e a sua leitura histórica do mundo. Sem essa empatia analítica, transformamo-nos em propagandistas, e a propaganda tem ganho demasiado terreno na investigação contemporânea.

Por fim, este livro é deliberadamente longo. Foi pensado em dois volumes para acompanhar a complexidade do tema. O primeiro volume estabelece o teatro — a transformação da ordem mundial, a geometria do Indo-Pacífico, a centralidade de Taiwan — e a máquina de poder — a modernização militar chinesa, a arquitectura de defesa norte-americana, a defesa assimétrica de Taipé. O segundo volume entra no conflito invisível — guerra híbrida, cenários de crise no Estreito, posição da Rússia — e no choque global — economia, semicondutores, direito internacional, narrativa estratégica e futuro da ordem mundial. No fim, oferecem-se apêndices substanciais: cronologia, glossário, fontes oficiais, bibliografia comentada.

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Lectura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Lectura crítica en tercera persona, reproducida de «A Obra Comentada», el catálogo comentado de la obra publicado por el propio autor. No se trata de una reseña de prensa.

Texto original en portugués.

O Jogo das Máscaras é o livro em que Hermínio Cerqueira concentra sobre um único ponto do globo — o Estreito de Taiwan — toda a artilharia analítica do seu eixo geopolítico. A tese central é enunciada no prefácio com uma clareza que dispensa glosa: «o Estreito de Taiwan é hoje o teste decisivo da capacidade do sistema internacional para gerir uma transição de poder sem catástrofe; se a dissuasão funcionar, entraremos numa fase prolongada de competição controlada; se falhar, o século XXI será reescrito a partir das cinzas de uma guerra que ninguém quer e que, por isso mesmo, pode acontecer». O título, adverte o autor, «não é literário por gosto: é metodológico» — a política internacional contemporânea é lida como «um teatro em que a coerção precede o disparo, em que a propaganda antecipa a tropa, em que a credibilidade vale mais do que o aço». As máscaras são as camadas de simulação e dissimulação com que as potências escondem intenções, exibem forças que não têm e disfarçam fraquezas que têm.

A obra foi «deliberadamente» pensada em dois volumes. O primeiro estabelece o teatro e a máquina de poder: o regresso da competição entre grandes potências, a geometria do Indo-Pacífico e a primeira cadeia de ilhas (com genealogia que recua a Spykman e MacArthur), o dilema de Malaca, o Mar do Sul da China como laboratório de coerção cinzenta, e Taiwan como centro de gravidade — geoestratégico, tecnológico e simbólico, com o «escudo de silício» da TSMC e a corrida aos semicondutores tratados como questão de sobrevivência sistémica. O segundo volume entra no conflito invisível — guerra híbrida, cenários de crise no Estreito, posição da Rússia — e no choque global: a arquitectura financeira como campo de batalha, o yuan digital, os BRICS e a desdolarização, a América Latina entre duas potências. Uma particularidade editorial merece registo crítico: o texto incorpora estratos sucessivos de actualização — secções de «expansão» e capítulos de «dados actualizados 2026», com números do ONI e do CRS sobre a marinha chinesa, o orçamento especial de defesa taiwanês e o sistema T-Dome —, o que dá ao conjunto a textura de um organismo em crescimento, ao preço de alguma repetição estrutural entre camadas.

Os diálogos intelectuais são explícitos e criteriosos: a ficha técnica e a bibliografia convocam a RAND, o CSIS, o IISS, o SIPRI, o ASPI e os institutos japonês e taiwanês de estudos de defesa, e, entre os autores, Mearsheimer e a tragédia das grandes potências, Rush Doshi e a grande estratégia chinesa, Chris Miller e a guerra dos chips, Brands e Beckley e a «zona de perigo», Graham Allison implícito no capítulo sobre a armadilha de Tucídides. Digno de nota é o equilíbrio de tom: o livro assume que «não é neutro porque a ordem internacional não é neutra», mas exige de si próprio «empatia analítica» para com a China — «sem essa empatia analítica, transformamo-nos em propagandistas». No conjunto da obra, O Jogo das Máscaras é o pilar oriental que equilibra o pilar de Ormuz: onde o ciclo iraniano estuda a guerra que deflagrou, este estuda a guerra que ainda pode ser evitada — e é nessa assimetria que reside a sua tensão mais produtiva.

Citas del libro

  • «um teatro em que a coerção precede o disparo, em que a propaganda antecipa a tropa, em que a credibilidade vale mais do que o aço»

  • «o Estreito de Taiwan é hoje o teste decisivo da capacidade do sistema internacional para gerir uma transição de poder sem catástrofe; se a dissuasão funcionar, entraremos numa fase prolongada de competição controlada; se falhar, o século XXI será reescrito a partir das cinzas de uma guerra que ninguém quer e que, por isso mesmo, pode acontecer»

  • «não é literário por gosto: é metodológico»

  • «não é neutro porque a ordem internacional não é neutra»

  • «sem essa empatia analítica, transformamo-nos em propagandistas»

Otras expresiones del libro citadas

«deliberadamente»«escudo de silício»«expansão»«dados actualizados 2026»«zona de perigo»«empatia analítica»

Fuente: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Ensayo
Primera publicación
Páginas
434 (edición en portugués)
Formatos
Versión Kindle · Tapa blanda
Idiomas
2 — portugués e inglés
ISBN
979-8196339370

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