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Cubierta del libro «Poesia Zen»

Poesia Zen

O Despertar do Silêncio

«Não sou o que penso. Sou aquilo que escuta. / Não sou a palavra. Sou o ar que a sustenta.»

Del libro — cita seleccionada en «A Obra Comentada»
Páginas
183 páginas
ISBN
ISBN 979-8197542175
Primera publicación
Formatos
Kindle y tapa blanda

Sobre el libro

Descripción de la edición original, en portugués.

Não existem outros seres além de ti.
Mas tu és todos eles.
— Huang Po
O dedo que aponta para a lua não é a lua.
Que estas páginas sejam dedos —
e o leitor, ao lê-las, esqueça o dedo.

Este livro é uma travessia. Vinte e cinco janelas para um mesmo silêncio. Cada janela tem a forma de um poema em prosa — pequena clareira aberta para o leitor se demorar — e, em seguida, cinco sonetos em alexandrinos, que voltam ao mesmo motivo de cinco modos diferentes, como cinco maneiras de olhar a mesma pedra. Os temas vêm da contemplação Zen: instantes em que o pensamento ainda não se formou, sombras que se desfazem sem queixa, sinos que se ouvem sem chegar, mãos que soltam sem o saber. Foram escritos com extrema economia de linguagem, imagens concretas, cortes súbitos como kireji do haiku, e uma tensão constante entre o que está presente e o que permanece em ausência. Não querem ser explicação. Querem ser dedo a apontar.

Inspirado em “O Despertar do Silêncio — Ensaios sobre o Sofrimento, o Não-Apego e a Presença“. livro por mim já editado.

Índice de ediciones

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Lectura crítica — «A Obra Comentada» (2026)

Lectura crítica en tercera persona, reproducida de «A Obra Comentada», el catálogo comentado de la obra publicado por el propio autor. No se trata de una reseña de prensa.

Texto original en portugués.

Poesia Zen é o livro formalmente mais rigoroso e mais original do eixo: vinte e cinco poemas em prosa, cada um seguido de cinco sonetos alexandrinos — cento e vinte e cinco sonetos ao todo —, que voltam ao mesmo motivo «de cinco modos diferentes, como cinco maneiras de olhar a mesma pedra». A nota do autor descreve o programa com exactidão: temas vindos da contemplação zen, «extrema economia de linguagem, imagens concretas, cortes súbitos como kireji do haiku», e a ambição de não explicar: «Não querem ser explicação. Querem ser dedo a apontar.» Os títulos das vinte e cinco estações compõem, só por si, um pequeno tratado de fenomenologia contemplativa: «O instante antes do pensamento nascer», «A impermanência de uma sombra ao entardecer», «A folha que cai sem testemunhas», «A mão que solta sem o saber», «O sino que continua a ressoar depois da pancada».

A peça de abertura é exemplar do método. O poema em prosa reduz-se a uma cena mínima — «Chávena. Vapor. Sol no rebordo. Não há ninguém para a pensar.» — e a um imperativo paradoxal que é puro koan: «Senta-te no parapeito. Não no pardal.» Os cinco sonetos seguintes glosam o «vão antes do nome» com uma nitidez que junta a tradição mística ocidental (a apófase, o não-saber) à atenção zen ao concreto: «Não sou o que penso. Sou aquilo que escuta. / Não sou a palavra. Sou o ar que a sustenta.» A tensão fecunda do livro está justamente aqui: usar a forma mais codificada e retórica da tradição europeia — o soneto alexandrino — para dizer a experiência anterior a toda a codificação. O verso «Antes do nome, o pássaro já te tinha sorrido» resume esse contrabando entre tradições: sintaxe camoniana, sensibilidade de Bashô.

A colecção fecha em anel: o último ciclo, «A primeira luz na fronteira da noite», retoma a vigília inaugural — «Acordei antes da hora. A noite ainda durava.» — e conclui: «Foi assim que terminei este livro. Foi assim que começou.» Explicitamente inspirado nos ensaios de O Despertar do Silêncio, o volume é a sua destilação: onde o ensaio argumentava a presença, o soneto pratica-a. No plano da obra completa, Poesia Zen é também o laboratório métrico do autor — a disciplina da forma fixa que reaparecerá nos cem sonetos de A Cintilação das Almas e nas oitavas das Caravelas. E é, de novo, a tese XVIII por outra via: a atenção ao instante, ao intervalo entre dois batimentos, é a mesma qualidade de escuta que o Manifesto exige ao estratega. Quem não sabe ver a chávena antes do nome também não verá o mundo antes da doutrina.

Citas del libro

  • «de cinco modos diferentes, como cinco maneiras de olhar a mesma pedra»

  • «extrema economia de linguagem, imagens concretas, cortes súbitos como kireji do haiku»

  • «Não querem ser explicação. Querem ser dedo a apontar.»

  • «O instante antes do pensamento nascer»

  • «A impermanência de uma sombra ao entardecer»

  • «A folha que cai sem testemunhas»

  • «A mão que solta sem o saber»

  • «O sino que continua a ressoar depois da pancada»

  • «Chávena. Vapor. Sol no rebordo. Não há ninguém para a pensar.»

  • «Senta-te no parapeito. Não no pardal.»

  • «Antes do nome, o pássaro já te tinha sorrido»

  • «A primeira luz na fronteira da noite»

  • «Acordei antes da hora. A noite ainda durava.»

  • «Foi assim que terminei este livro. Foi assim que começou.»

Otras expresiones del libro citadas

«vão antes do nome»

Fuente: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Ficha técnica

Género
Poesía
Primera publicación
Páginas
183 (edición en portugués)
Formatos
Versión Kindle · Tapa blanda
Idiomas
1 — portugués
ISBN
979-8197542175

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