Direct naar de inhoud
Omslag van het boek “Manual da Geopolítica Global”
Strategie en geopolitiekHandboek en techniekDeel 4

Manual da Geopolítica Global, Deel 4

O Futuro nas Nossas Mãos

“As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder”

Uit het boek — citaat geselecteerd in “A Obra Comentada”
Pagina’s
726 pagina’s
ISBN
ISBN 979-8197370761
Eerste publicatie
Uitvoeringen
Kindle en paperback
Fragment lezen

Beschrijving

Beschrijving uit de oorspronkelijke editie, in het Portugees.

Meer tonenMinder tonen — Beschrijving

PERSPECTIVAS DE FUTURO 2026-2050 — ESPAÇOS MARÍTIMOS E POLARES

A geopolítica do segundo quartel do século XXI organiza-se em torno de eixos que, durante grande parte da Guerra Fria e da curta unipolaridade que se lhe seguiu, foram tratados como pano de fundo. Os oceanos, as massas geladas dos polos, os mares fechados e semi-fechados, as ilhas estratégicas e as plataformas continentais alargadas ocupavam, no imaginário estratégico, o estatuto de teatros secundários, subordinados às disputas continentais. Essa hierarquia inverteu-se. A digitalização da economia, que assentou em cabos submarinos transoceânicos para mais de noventa e oito por cento do trânsito de dados intercontinental, a transição energética, que reorientou cadeias logísticas para minerais críticos cuja jazida ou cujo transporte passa por águas remotas, e a aceleração da crise climática, que abriu rotas anteriormente impraticáveis, tornaram o domínio marítimo o terreno onde se decidirão muitas das equações de poder do período 2026-2050.

Este volume aborda quatro macroespaços que, embora distintos, partilham uma característica comum: são fronteiras móveis, em sentido literal e figurado. O Atlântico Norte e o Atlântico Sul, espinha dorsal da civilização ocidental durante quinhentos anos, vivem agora um momento de redefinição em que a confiança transatlântica é simultaneamente posta em causa e reconstruída sobre bases novas. O Mediterrâneo, mar interior por excelência, transforma-se de novo em limes alargado, num jogo onde se cruzam migrações, energia, água escassa e velhos contenciosos. O Árctico e a Antárctida, espaços que pareciam estar fora da história, regressaram ao primeiro plano da disputa entre potências, com o agravante de que a sua governança, herdada de um período em que a sua acessibilidade era marginal, está agora sob enorme pressão. Por fim, a Gronelândia, ilha-continente cuja relevância foi periodicamente redescoberta ao longo do último século e que volta a ocupar o centro do debate estratégico ocidental.

A análise que se segue não pretende ser profecia. As Perspectivas de Futuro têm por método a construção de trajectórias plausíveis baseadas em forças motrizes identificáveis, em pontos de inflexão verificáveis e em regularidades estruturais que, embora não eliminem a contingência, oferecem o terreno mais firme sobre o qual se pode raciocinar a vinte e cinco anos. Cada secção desenvolve três horizontes — 2026-2030, 2031-2040, 2041-2050 — e fecha com a discussão de riscos sistémicos, indicadores de alerta precoce e recomendações para Portugal, para a União Europeia e, quando aplicável, para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Atlântico Norte e Atlântico Sul: o oceano da confiança ocidental
Trajectória 2026-2030: contestação russa e dependência transatlântica

O Atlântico Norte entra em 2026 numa fase de contestação activa que rompe com a relativa segurança das três décadas anteriores. A invasão russa da Ucrânia em 2022 e a subsequente guerra de atrito reabriram, no flanco marítimo da NATO, problemas que se julgavam circunscritos ao período 1949-1989. As patrulhas sistemáticas da frota submarina russa do Norte ao longo do arco Bear Gap-Greenland-Iceland-United Kingdom, conhecido como GIUK, recolocaram no centro da doutrina aliada conceitos como caça anti-submarina sustentada, vigilância acústica permanente e protecção de cabos submarinos. Os incidentes registados entre 2022 e 2025 nas infra-estruturas energéticas do Báltico, com particular destaque para a destruição parcial do Nord Stream em Setembro de 2022 e para a ruptura do gasoduto Balticconnector em Outubro de 2023, ofereceram aos planeadores uma demonstração brutal de que a ameaça não estava confinada à zona económica exclusiva russa nem dependia da utilização aberta de plataformas militares. A linha entre acto hostil e acidente foi deliberadamente esbatida pelos actores adversos, e a NATO entrou em 2026 ainda à procura de uma resposta institucional...

Overzicht van de edities

Eén regel per editie, in de taal waarin ze is verschenen. U kiest uw Amazon-winkel één keer; die keuze geldt voor alle edities.
  • In de Amazon-winkels gebruikt elke link de eigen code van de editie (ASIN); de beschikbaarheid per land wordt door Amazon beheerd.
  • Koop in Portugal bij Amazon Spanje: er bestaat geen Portugese Amazon-winkel.
Alle edities en winkels bekijken

Kritische lezing — “A Obra Comentada” (2026)

Een kritische lezing in de derde persoon, overgenomen uit “A Obra Comentada”, de geannoteerde catalogus van het werk die de auteur zelf heeft uitgegeven. Het gaat niet om een persrecensie.

Oorspronkelijke tekst in het Portugees.

Se O Novo Risco Sistémico é a chave de abóbada teórica do eixo, o Manual da Geopolítica Global é a sua enciclopédia: quatro volumes concebidos como «obra de referência integralmente original», com horizonte declarado de 2026 a 2050, que se propõem fazer aquilo que o prefácio anuncia sem falsa modéstia — oferecer «um manual operativo, não apenas descritivo». A tese que sustenta o conjunto é a do choque simultâneo de três movimentos históricos: a erosão da ordem internacional liberal construída depois de 1945, a fragmentação geopolítica em blocos competitivos e a aceleração tecnológica em ondas múltiplas. O diagnóstico é formulado com a concisão que é timbre dos melhores momentos do autor: «As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder». E a natureza da transição em curso é cuidadosamente distinguida das transições hegemónicas clássicas teorizadas por Robert Gilpin e pela power transition theory de Organski: esta é triplamente mais complexa, porque decorre sob o pano de fundo da destruição mútua nuclear, numa economia globalizada de cadeias de valor entrelaçadas, e em plena revolução da inteligência artificial.

A arquitectura dos quatro volumes é pedagógica e cumulativa. O Volume 1, «Fundamentos, Doutrina e Estratégia», constrói o edifício conceptual: o poder e a sua mensuração, o Estado e a soberania (de Bodin a Vestefália e às soberanias digital, espacial e marítima), o sistema internacional entre anarquia e hierarquia, a geopolítica clássica — Ratzel, Mahan, Mackinder, Spykman, Haushofer — e a sua reabilitação contemporânea por Brzezinski, Kissinger e Kaplan, a geoeconomia e a interdependência armada, a guerra e a dissuasão (Clausewitz, Sun Tzu, Jomini, Aron), as alianças, a inteligência estratégica, a OSINT e a guerra cognitiva. Cada capítulo fecha com uma «síntese e horizonte 2050», dispositivo que transforma a doutrina em prospectiva aplicada. Os volumes intermédios desenvolvem os domínios operacionais do poder — naval, terrestre, aéreo, espacial, cibernético — e o Volume 4 culmina nas «Perspectivas de Futuro 2026-2050», organizadas por espaços e potências: Atlântico Norte e Sul, Mediterrâneo, Árctico e Antárctida, Gronelândia, Índico e Pacífico, Estados Unidos, China, Rússia, NATO e África, cada um decomposto em trajectórias 2026-2030, 2031-2040 e 2041-2050, com riscos, indicadores de alerta precoce e recomendações explícitas para Portugal, para a União Europeia e para a CPLP.

É justamente esta atenção sistemática ao espaço lusófono — do arco atlântico Açores–Cabo Verde–Cabo da Boa Esperança aos apêndices dedicados a Portugal, ao Brasil e aos PALOP — que distingue o Manual da literatura congénere anglo-saxónica e lhe confere o seu contributo próprio: é, tanto quanto se conhece, a única tentativa em língua portuguesa de uma summa geopolítica com esta escala e este horizonte temporal. Dentro da obra completa, o Manual funciona como plataforma de onde os restantes livros do eixo descolam: os conceitos aqui estabelecidos — chokepoints, weaponized interdependence, zona cinzenta, dissuasão integrada — reaparecem, aplicados, em O Controlo dos Estreitos, na Meta-Ameaça Sino-Russa ou no Jogo das Máscaras. O risco inerente a um projecto desta dimensão é conhecido: a fronteira entre a exaustividade e a redundância nem sempre é vigiada, e a estrutura de adendas e apêndices sucessivos do Volume 4 trai um livro que continuou a crescer depois de concluído. Mas o balanço crítico é claramente favorável: como instrumento de formação — para estudantes, diplomatas, militares e decisores do espaço lusófono — o Manual não tem, no seu idioma, paralelo evidente, e o título transporta a convicção que percorre toda a obra do autor: o futuro não é um destino, é uma decisão. «O futuro nas nossas mãos» não é aqui retórica de capa; é a tese.

Citaten uit het boek

  • “um manual operativo, não apenas descritivo”

Andere geciteerde uitdrukkingen uit het boek

“obra de referência integralmente original”“Fundamentos, Doutrina e Estratégia”“síntese e horizonte 2050”“Perspectivas de Futuro 2026-2050”“O futuro nas nossas mãos”

Bron: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Boekgegevens

Genre
Handboek en techniek
Eerste publicatie
Pagina’s
726 (editie in het Portugees)
Uitvoeringen
Kindle-editie · Gedrukt boek (paperback)
Talen
1 — Portugees
ISBN
979-8197370761

Misschien ook iets voor u

Alle boeken bekijken