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Cover der Ausgabe auf Deutsch von „Der Krieg in der Ukraine im Jahr 2026“

Der Krieg in der Ukraine im Jahr 2026

Aktuelle Situation, Dynamik des Übergangs und Zukunftsszenarien

„A guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra. É um espelho no qual a Europa é forçada a ver-se: as suas dependências, as suas hesitações, os seus atrasos e, também, as suas capacidades quando finalmente decide agir“

Aus dem Buch – Zitat ausgewählt in „A Obra Comentada“
Seiten
507 Seiten
ISBN
ISBN 979-8180651815
Erschienen
Formate
Kindle und Taschenbuch
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Beschreibung

Mit der Ausgabe auf Deutsch veröffentlichter Text (Amazon).

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Als im Februar 2022 russische Panzerkolonnen auf Kiew vorrückten, glaubten viele Beobachter, dass das Ende des ukrainischen Staates, wie wir ihn kannten, nur wenige Wochen dauern würde. Vier Jahre später, im Juni 2026, erwies sich diese Annahme nicht nur als falsch, sondern offenbarte auch die strategischen Illusionen, die sich seit dem Ende des Kalten Krieges am Rande der europäischen Politik angesammelt hatten. Der von Putin angeordnete Krieg, der nur wenige Tage dauern sollte, wurde zum längsten und verheerendsten Konflikt, den der europäische Kontinent seit 1945 erlebt hat, und es gibt keinerlei Anzeichen dafür, dass sein Ende nahe ist – zumindest nicht so, wie es sich beide Seiten ursprünglich vorgestellt hatten.

Das strategische Missverständnis, das die russischen Kalkulationen im Februar 2022 leitete, war jedoch keine isolierte Ausnahme. Es reihte sich ein in eine lange Tradition von Fehleinschätzungen der Ukraine, die sich über Jahrzehnte westlichen und russischen geopolitischen Denkens erstreckt. In Moskau, wie in vielen europäischen Hauptstädten, wurde die Ukraine systematisch unterschätzt: Ihr nationaler Zusammenhalt galt als fragil, ihr Kampfwille als ungewiss, ihre wirtschaftliche Lebensfähigkeit als abhängig von historischen Verbindungen zu Russland. Diese zutiefst verfehlte Sichtweise spiegelte nicht nur ein faktisches Missverständnis der Ukraine in den 2010er und 2020er Jahren wider, sondern auch eine Denkweise, die sich nicht vorstellen konnte, dass eine Gesellschaft, die jahrzehntelang unter autoritärem Druck und acht Jahren eines unterschwelligen Krieges im Donbass gelitten hatte, mit der von ihr an den Tag gelegten Vehemenz und Disziplin mobilisieren konnte. Der Zusammenbruch dieser Illusion war an sich eines der aufschlussreichsten Ereignisse der jüngeren europäischen Geschichte.

Dieses Buch basiert genau auf dieser Erkenntnis: Das Jahr 2026 markiert einen einzigartigen Wendepunkt, nicht weil der Krieg seinem Ende entgegengeht, sondern weil die ihn tragenden Bedingungen und die ihn prägenden Kräfte strukturelle Veränderungen erfahren haben, die eine tiefgreifende Analyse und eine stringente Synthese erfordern. Wir stehen vor einem Konflikt, der längst nicht mehr nur eine bewaffnete Auseinandersetzung zwischen zwei Staaten ist, sondern sich zu einer systemischen Bewährungsprobe für die gesamte europäische Sicherheitsarchitektur, die wirtschaftliche Widerstandsfähigkeit des russischen Staates, die Anpassungsfähigkeit ukrainischer Institutionen und den Zusammenhalt westlicher Demokratien angesichts einer anhaltenden Bedrohung entwickelt hat. Mehr als ein Krieg um Territorium ist der Ukraine-Konflikt von 2026 eine Krise der internationalen Ordnung – ein Moment, in dem die Prinzipien, die die Beziehungen zwischen Staaten regeln, mit einer Brutalität auf die Probe gestellt werden, die die multilaterale Diplomatie der letzten Jahrzehnte fälschlicherweise für überholt gehalten hatte..

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Kritische Lektüre – „A Obra Comentada“ (2026)

Eine kritische Lektüre in der dritten Person, übernommen aus „A Obra Comentada“, dem vom Autor selbst veröffentlichten kommentierten Werkverzeichnis. Es handelt sich nicht um eine Pressekritik.

Originaltext auf Portugiesisch.

A Guerra da Ucrânia em 2026 — Situação Actual, Dinâmicas de Transição e Cenários para o Futuro é o livro mais estritamente analítico do eixo: uma fotografia de alta resolução do conflito no momento em que o autor o considera um ponto de viragem — Junho de 2026, quando «a guerra que Putin ordenou para durar dias» completa mais de quatro anos sem desfecho à vista. A tese que organiza o volume é dupla. Primeiro, a de que 2026 «representa um momento de viragem singular, não porque a guerra esteja perto do fim, mas porque as condições que a sustentam e as forças que a moldam sofreram transformações estruturais»: a economia de guerra russa aproxima-se dos seus limites, a ofensiva desacelera, e a Ucrânia — «forçada pelas circunstâncias mais drásticas» — construiu capacidades militares e industriais que alteram o seu peso no panorama de defesa europeu. Segundo, a de que o conflito «deixou há muito de ser apenas um confronto armado entre dois Estados e se tornou um teste sistémico à arquitectura de segurança europeia no seu todo».

A estrutura, em dez capítulos, percorre a linha da frente e a sua geometria de atrito denso, a transformação militar ucraniana — os capítulos sobre a revolução dos drones FPV, a guerra electrónica de baixo custo, a mosaic warfare e a fusão civil-militar estão entre os mais originais da literatura estratégica em língua portuguesa —, as economias de guerra dos dois beligerantes, as dinâmicas políticas internas, a diplomacia e os seus impasses, e os cenários de saída. O método é o mais rigorosamente declarado de toda a obra do autor: análise estratégica de fontes abertas, com apoio sistemático nos relatórios diários do Institute for the Study of War, no RUSI, na Chatham House e no CSIS, e um critério epistemológico assumido como exigência ética — «distinção clara entre factos observados, interpretações analíticas e projeções», porque num conflito em que a desinformação é arma «essa distinção não é uma formalidade metodológica». O prefácio apresenta a obra como fruto do trabalho de uma equipa alargada de analistas especializados, sinal do modo oficinal, quase de gabinete de estudos, com que o autor encara este género de livro.

O posicionamento não é neutro, e o autor explica porquê: a invasão russa «constitui uma violação flagrante do direito internacional» — «estes são factos, não tomadas de posição» —, mas a honestidade analítica exige examinar «com igual rigor as fragilidades ucranianas» e «as contradições da resposta ocidental». No conjunto da obra, este volume é o alicerce empírico sobre o qual A Queda do Centro ergue os seus cenários e de onde a Meta-Ameaça Sino-Russa extrai a evidência do papel da China como sustentáculo da guerra russa. E a sua frase-síntese merece ser citada, porque condensa a função que o autor atribui ao livro dentro do seu projecto europeu: «A guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra. É um espelho no qual a Europa é forçada a ver-se: as suas dependências, as suas hesitações, os seus atrasos e, também, as suas capacidades quando finalmente decide agir».

Zitate aus dem Buch

  • „a guerra que Putin ordenou para durar dias“

  • „representa um momento de viragem singular, não porque a guerra esteja perto do fim, mas porque as condições que a sustentam e as forças que a moldam sofreram transformações estruturais“

  • „deixou há muito de ser apenas um confronto armado entre dois Estados e se tornou um teste sistémico à arquitectura de segurança europeia no seu todo“

  • „distinção clara entre factos observados, interpretações analíticas e projeções“

  • „essa distinção não é uma formalidade metodológica“

  • „constitui uma violação flagrante do direito internacional“

  • „estes são factos, não tomadas de posição“

  • „com igual rigor as fragilidades ucranianas“

Weitere zitierte Wendungen aus dem Buch

„forçada pelas circunstâncias mais drásticas“„as contradições da resposta ocidental“

Quelle: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Bibliografische Angaben

Gattung
Essay
Erstveröffentlichung
Seiten
507 (Ausgabe auf Deutsch)
Formate
Kindle-E-Book · Taschenbuch
Sprachen
4 — Portugiesisch, Englisch, Französisch und Deutsch
ISBN
979-8180651815

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