




The War in Ukraine in 2026A Guerra da Ucrânia em 2026La guerre en Ukraine en 2026Der Krieg in der Ukraine im Jahr 2026
Current Situation, Transition Dynamics and Scenarios for the Future
Situation actuelle, dynamique de transition et des scénarios pour l’avenir
Aktuelle Situation, Dynamik des Übergangs und Zukunftsszenarien
“A guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra. É um espelho no qual a Europa é forçada a ver-se: as suas dependências, as suas hesitações, os seus atrasos e, também, as suas capacidades quando finalmente decide agir”
- Pages
- 441 pages
- ISBN
- ISBN 979-8180451095
- Published
- Formats
- Kindle and paperback
- Pages
- 465 pages
- ISBN
- ISBN 979-8180449597
- First published
- Formats
- Kindle and paperback
- Pages
- 486 pages
- ISBN
- ISBN 979-8180647627
- Published
- Formats
- Kindle and paperback
- Pages
- 507 pages
- ISBN
- ISBN 979-8180651815
- Published
- Formats
- Kindle and paperback
About the book
Text published with the English edition (Amazon).
In February 2022, when Russian armored columns advanced on Kyiv, many observers believed it would only take a few weeks to witness the end of the Ukrainian state as we knew it. Four years later, in June 2026, that calculation proved not only wrong but profoundly revealing of the strategic illusions that had accumulated on the margins of European politics since the end of the Cold War. The war that Putin ordered to last days became the longest and most destructive conflict the European continent has seen since 1945, and there is no sign that its end is near—at least not in the terms that either side initially imagined.
The strategic misunderstanding that guided the Russian calculations of February 2022 was not, however, an isolated anomaly. It was part of a long tradition of misjudgments about Ukraine that spans decades of Western and Russian geopolitical thought. In Moscow, as in many European capitals, Ukraine was systematically undervalued: its national cohesion seen as fragile, its will to fight as uncertain, its economic viability as dependent on historical ties with Russia. This profoundly misguided view reflected not only a factual misunderstanding of Ukraine in the 2010s and 2020s, but a conceptual lens that failed to imagine that a society forged in decades of authoritarian pressure and eight years of low-intensity war in Donbas could mobilize with the ferocity and discipline it demonstrated. The collapse of this illusion was, in itself, one of the most revealing events in recent European history.
This book arises precisely from this recognition: that 2026 represents a unique turning point, not because the war is nearing its end, but because the conditions that sustain it and the forces that shape it have undergone structural transformations that demand in-depth analysis and rigorous synthesis. We are facing a conflict that has long ceased to be merely an armed confrontation between two states and has become a systemic test of the European security architecture as a whole, of the economic resilience of the Russian state, of the adaptive capacity of Ukrainian institutions, and of the coherence of Western democracies in the face of a prolonged threat. More than a war for territory, the Ukrainian conflict of 2026 is a crisis of international order—a moment in which the principles that regulate relations between states are being tested with a brutality that the multilateral diplomacy of recent decades had, illusorily, made seem obsolete.
The historical significance of this moment can hardly be overstated. In just over four years, the war reshaped the European energy order, reignited the debate over the continent's strategic sovereignty, pushed countries like Germany and Spain toward the largest increases in defense spending since reunification and the years of the Cold NATO, forced a profound reassessment of the United States' role as guarantor of transatlantic security—and placed, for the first time in decades, the question of high-intensity conventional warfare at the center of European military planning. According to data from the Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), published in April 2026, global military spending reached a record $2.89 trillion in 2025, with Europe registering a 14 percent increase to $864 billion—the sharpest annual growth since the end of the Cold War. To understand what this shift represents, it is enough to recall that, in the years immediately preceding the invasion, the European debate on defense revolved around whether the 2 percent of GDP expenditure demanded by NATO was realistic or desirable. Four years later, that target has become a floor, not a ceiling, for a growing number of allies..
Excerpt
Em fevereiro de 2022, quando as colunas blindadas russas avançaram sobre Kiev, muitos observadores acreditaram que seriam poucas semanas a testemunhar o fim do Estado ucraniano tal como o conhecíamos. Quatro anos depois, em junho de 2026, esse cálculo revelou-se não apenas errado, mas profundamente revelador das ilusões estratégicas que tinham acumulado nas margens da política europeia desde o fim da Guerra Fria. A guerra que Putin ordenou para durar dias tornou-se o conflito mais longo e destrutivo que o continente europeu conhece desde 1945, e não há sinal de que o seu desfecho esteja próximo — pelo menos não nos termos que qualquer das partes inicialmente imaginou.
— A Guerra da Ucrânia em 2026
Original text in Portuguese.
Editorial note
Source: publisher’s description of the Portuguese edition (Amazon).
Index of editions
English edition:
The War in Ukraine in 2026
441 pagesKindle and paperback
Portuguese edition:
A Guerra da Ucrânia em 2026
465 pagesKindle and paperback
French edition:
La guerre en Ukraine en 2026
486 pagesKindle and paperback
German edition:
Der Krieg in der Ukraine im Jahr 2026
507 pagesKindle and paperback
- In the Amazon stores, each link uses the edition’s own code (ASIN); availability in each country is managed by Amazon.
- In Portugal, buy from Amazon Spain: there is no Portuguese Amazon store.
Critical reading — “A Obra Comentada” (2026)
Original text in Portuguese.
A Guerra da Ucrânia em 2026 — Situação Actual, Dinâmicas de Transição e Cenários para o Futuro é o livro mais estritamente analítico do eixo: uma fotografia de alta resolução do conflito no momento em que o autor o considera um ponto de viragem — Junho de 2026, quando «a guerra que Putin ordenou para durar dias» completa mais de quatro anos sem desfecho à vista. A tese que organiza o volume é dupla. Primeiro, a de que 2026 «representa um momento de viragem singular, não porque a guerra esteja perto do fim, mas porque as condições que a sustentam e as forças que a moldam sofreram transformações estruturais»: a economia de guerra russa aproxima-se dos seus limites, a ofensiva desacelera, e a Ucrânia — «forçada pelas circunstâncias mais drásticas» — construiu capacidades militares e industriais que alteram o seu peso no panorama de defesa europeu. Segundo, a de que o conflito «deixou há muito de ser apenas um confronto armado entre dois Estados e se tornou um teste sistémico à arquitectura de segurança europeia no seu todo».
A estrutura, em dez capítulos, percorre a linha da frente e a sua geometria de atrito denso, a transformação militar ucraniana — os capítulos sobre a revolução dos drones FPV, a guerra electrónica de baixo custo, a mosaic warfare e a fusão civil-militar estão entre os mais originais da literatura estratégica em língua portuguesa —, as economias de guerra dos dois beligerantes, as dinâmicas políticas internas, a diplomacia e os seus impasses, e os cenários de saída. O método é o mais rigorosamente declarado de toda a obra do autor: análise estratégica de fontes abertas, com apoio sistemático nos relatórios diários do Institute for the Study of War, no RUSI, na Chatham House e no CSIS, e um critério epistemológico assumido como exigência ética — «distinção clara entre factos observados, interpretações analíticas e projeções», porque num conflito em que a desinformação é arma «essa distinção não é uma formalidade metodológica». O prefácio apresenta a obra como fruto do trabalho de uma equipa alargada de analistas especializados, sinal do modo oficinal, quase de gabinete de estudos, com que o autor encara este género de livro.
O posicionamento não é neutro, e o autor explica porquê: a invasão russa «constitui uma violação flagrante do direito internacional» — «estes são factos, não tomadas de posição» —, mas a honestidade analítica exige examinar «com igual rigor as fragilidades ucranianas» e «as contradições da resposta ocidental». No conjunto da obra, este volume é o alicerce empírico sobre o qual A Queda do Centro ergue os seus cenários e de onde a Meta-Ameaça Sino-Russa extrai a evidência do papel da China como sustentáculo da guerra russa. E a sua frase-síntese merece ser citada, porque condensa a função que o autor atribui ao livro dentro do seu projecto europeu: «A guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra. É um espelho no qual a Europa é forçada a ver-se: as suas dependências, as suas hesitações, os seus atrasos e, também, as suas capacidades quando finalmente decide agir».
Quotations from the book
“a guerra que Putin ordenou para durar dias”
“representa um momento de viragem singular, não porque a guerra esteja perto do fim, mas porque as condições que a sustentam e as forças que a moldam sofreram transformações estruturais”
“deixou há muito de ser apenas um confronto armado entre dois Estados e se tornou um teste sistémico à arquitectura de segurança europeia no seu todo”
“distinção clara entre factos observados, interpretações analíticas e projeções”
“essa distinção não é uma formalidade metodológica”
“constitui uma violação flagrante do direito internacional”
“estes são factos, não tomadas de posição”
“com igual rigor as fragilidades ucranianas”
Other expressions quoted from the book
“forçada pelas circunstâncias mais drásticas”“as contradições da resposta ocidental”
Source: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico
Book details
- Genre
- Essay
- Axis of the work
- Strategy and Geopolitics
- First published
- Pages
- 441 (English edition)
- Formats
- Kindle e-book · Paperback
- Languages
- 4 — Portuguese, English, French, and German
- ISBN
- 979-8180451095






