Siirry sisältöön
Kirjan ”Manual da Geopolítica Global” kansi
Strategia ja geopolitiikkaKäsikirja ja tekniikkaOsa 3

Manual da Geopolítica Global, Osa 3

O Futuro nas Nossas Mãos

”As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder”

Kirjasta – sitaatti on poimittu teokseen ”A Obra Comentada”
Sivumäärä
631 sivua
ISBN
ISBN 979-8197367037
Ensimmäinen julkaisu
Formaatit
Kindle ja nidottu
Lue ote

Ote

A quinta parte do manual encerra o ciclo analítico iniciado nos fundamentos do poder, percorrido pela guerra e pela estratégia, ancorado nos espaços geopolíticos e prolongado pelas alianças, ordens e competições. Aqui passamos do mundo tal como ele é para o mundo tal como pode vir a ser, e sobretudo para o mundo tal como deve ser preparado.

— Manual da Geopolítica Global — Osa 3

Tekstin alkukieli: portugali.

Toimituksen huomautus

Lähde: kustantajan kuvaus painoksesta (kieli: portugali; Amazon).

Tietoa kirjasta

Kuvaus alkuperäisestä painoksesta (kieli: portugali). Teksti jatkuu otteen jälkeen.

Os vinte capítulos que se seguem constituem, em rigor, um exercício de prospectiva estratégica aplicada, na tradição que vai de Herman Kahn na RAND original a Pierre Wack na Royal Dutch Shell, dos cenários produzidos pelo National Intelligence Council norte-americano aos exercícios de horizon scanning publicados pelo Chatham House e pelo Strategic Foresight Hub da União Europeia. Não pretendemos prever o futuro, tarefa para a qual nenhuma metodologia disponível é suficiente, mas sim disciplinar a incerteza, reduzir surpresas estratégicas e aumentar a resiliência institucional dos Estados que se preparam com método.

Capítulo 81. Metodologia de análise de cenários

A análise de cenários, na acepção contemporânea, nasce em dois berços simultâneos. Em Santa Monica, na Califórnia, durante a década de 1950, a RAND Corporation, sob impulso de Herman Kahn, Albert Wohlstetter e Andrew Marshall, desenvolve uma cultura de pensamento sobre o impensável, alicerçada na teoria dos jogos, na análise de sistemas e na simulação probabilística. Em Haia, durante a década de 1970, Pierre Wack, na Royal Dutch Shell, transforma a noção de cenário num instrumento corporativo capaz de antecipar choques estruturais como os do petróleo de 1973 e 1979. As duas linhagens convergem hoje no que se designa por strategic foresight, e ambas insistem num ponto que importa fixar desde já: cenário não é previsão, é narrativa internamente coerente sobre futuros plausíveis, construída para iluminar decisões presentes. A confusão entre cenário e previsão é, segundo o que repetidamente demonstram os trabalhos de Philip Tetlock no projecto Good Judgement, a primeira e mais persistente fonte de erro entre decisores não treinados.

A construção metodologicamente disciplinada de um cenário pressupõe quatro etapas encadeadas, que são hoje doutrina partilhada em centros como o NATO Allied Command Transformation, o Joint Research Centre da Comissão Europeia, o National Intelligence Council dos Estados Unidos e o Cabinet Office britânico. A primeira etapa consiste em identificar a questão focal, ou seja, a decisão que o cenário deve servir, evitando o erro recorrente de produzir cenários genéricos sobre o futuro do mundo, que não informam decisão alguma. A segunda etapa identifica os motores de mudança, distinguindo tendências pesadas, com elevada certeza e elevado impacto, de incertezas críticas, com elevado impacto e baixa previsibilidade. A terceira etapa cruza duas ou mais incertezas críticas em matrizes de cenários, gerando habitualmente quatro a cinco mundos possíveis. A quarta etapa narra cada mundo com profundidade descritiva suficiente para que decisores e operadores os possam habitar mentalmente, identificando para cada um deles as implicações estratégicas, as opções políticas e os indicadores de transição.

Painosluettelo

Yksi rivi kutakin painosta kohden, sillä kielellä, jolla se on julkaistu. Valitse Amazon-kauppasi kerran; valinta koskee kaikkia painoksia.
  • Amazon-kaupoissa jokainen linkki käyttää painoksen omaa tunnusta (ASIN); saatavuudesta kussakin maassa huolehtii Amazon.
  • Portugalissa osta Espanjan Amazonista: portugalilaista Amazon-kauppaa ei ole.
Katso kaikki painokset ja kaupat

Kriittinen luenta – ”A Obra Comentada” (2026)

Kolmannessa persoonassa kirjoitettu kriittinen luenta, joka on otettu teoksesta ”A Obra Comentada”, kirjailijan itse julkaisemasta kommentoidusta teosluettelosta. Kyseessä ei ole lehtiarvio.

Alkuperäinen teksti portugaliksi.

Se O Novo Risco Sistémico é a chave de abóbada teórica do eixo, o Manual da Geopolítica Global é a sua enciclopédia: quatro volumes concebidos como «obra de referência integralmente original», com horizonte declarado de 2026 a 2050, que se propõem fazer aquilo que o prefácio anuncia sem falsa modéstia — oferecer «um manual operativo, não apenas descritivo». A tese que sustenta o conjunto é a do choque simultâneo de três movimentos históricos: a erosão da ordem internacional liberal construída depois de 1945, a fragmentação geopolítica em blocos competitivos e a aceleração tecnológica em ondas múltiplas. O diagnóstico é formulado com a concisão que é timbre dos melhores momentos do autor: «As tecnologias emergentes não são neutras. Elas redistribuem poder». E a natureza da transição em curso é cuidadosamente distinguida das transições hegemónicas clássicas teorizadas por Robert Gilpin e pela power transition theory de Organski: esta é triplamente mais complexa, porque decorre sob o pano de fundo da destruição mútua nuclear, numa economia globalizada de cadeias de valor entrelaçadas, e em plena revolução da inteligência artificial.

A arquitectura dos quatro volumes é pedagógica e cumulativa. O Volume 1, «Fundamentos, Doutrina e Estratégia», constrói o edifício conceptual: o poder e a sua mensuração, o Estado e a soberania (de Bodin a Vestefália e às soberanias digital, espacial e marítima), o sistema internacional entre anarquia e hierarquia, a geopolítica clássica — Ratzel, Mahan, Mackinder, Spykman, Haushofer — e a sua reabilitação contemporânea por Brzezinski, Kissinger e Kaplan, a geoeconomia e a interdependência armada, a guerra e a dissuasão (Clausewitz, Sun Tzu, Jomini, Aron), as alianças, a inteligência estratégica, a OSINT e a guerra cognitiva. Cada capítulo fecha com uma «síntese e horizonte 2050», dispositivo que transforma a doutrina em prospectiva aplicada. Os volumes intermédios desenvolvem os domínios operacionais do poder — naval, terrestre, aéreo, espacial, cibernético — e o Volume 4 culmina nas «Perspectivas de Futuro 2026-2050», organizadas por espaços e potências: Atlântico Norte e Sul, Mediterrâneo, Árctico e Antárctida, Gronelândia, Índico e Pacífico, Estados Unidos, China, Rússia, NATO e África, cada um decomposto em trajectórias 2026-2030, 2031-2040 e 2041-2050, com riscos, indicadores de alerta precoce e recomendações explícitas para Portugal, para a União Europeia e para a CPLP.

É justamente esta atenção sistemática ao espaço lusófono — do arco atlântico Açores–Cabo Verde–Cabo da Boa Esperança aos apêndices dedicados a Portugal, ao Brasil e aos PALOP — que distingue o Manual da literatura congénere anglo-saxónica e lhe confere o seu contributo próprio: é, tanto quanto se conhece, a única tentativa em língua portuguesa de uma summa geopolítica com esta escala e este horizonte temporal. Dentro da obra completa, o Manual funciona como plataforma de onde os restantes livros do eixo descolam: os conceitos aqui estabelecidos — chokepoints, weaponized interdependence, zona cinzenta, dissuasão integrada — reaparecem, aplicados, em O Controlo dos Estreitos, na Meta-Ameaça Sino-Russa ou no Jogo das Máscaras. O risco inerente a um projecto desta dimensão é conhecido: a fronteira entre a exaustividade e a redundância nem sempre é vigiada, e a estrutura de adendas e apêndices sucessivos do Volume 4 trai um livro que continuou a crescer depois de concluído. Mas o balanço crítico é claramente favorável: como instrumento de formação — para estudantes, diplomatas, militares e decisores do espaço lusófono — o Manual não tem, no seu idioma, paralelo evidente, e o título transporta a convicção que percorre toda a obra do autor: o futuro não é um destino, é uma decisão. «O futuro nas nossas mãos» não é aqui retórica de capa; é a tese.

Sitaatteja kirjasta

  • ”um manual operativo, não apenas descritivo”

Muita kirjasta lainattuja ilmauksia

”obra de referência integralmente original””Fundamentos, Doutrina e Estratégia””síntese e horizonte 2050””Perspectivas de Futuro 2026-2050””O futuro nas nossas mãos”

Lähde: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Kirjan tiedot

Lajityyppi
Käsikirja ja tekniikka
Ensimmäinen julkaisu
Sivumäärä
631 (painos: portugali)
Formaatit
Kindle-e-kirja · Painettu kirja (nidottu)
Kielet
1 — portugali
ISBN
979-8197367037

Saatat pitää myös näistä

Katso kaikki kirjat