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Copertina del libro «O Pentágono em Crise»

O Pentágono em Crise

Erros Estratégicos e de Gestão das Forças Armadas Americanas sob Trump e Hegseth

«Portugal não pode continuar a ser um consumidor passivo de segurança numa era de superpotências imprevisíveis»

Dal libro — citazione scelta in «A Obra Comentada»
Pagine
575 pagine
Prima pubblicazione
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Kindle
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Estratto

O Crepúsculo do Leviatã e a Anatomia da Ruptura

A imagem que ilustra a capa deste livro não é apenas uma escolha estética; é um diagnóstico precoce de uma falência múltipla de órgãos institucionais. O edifício do Pentágono, outrora símbolo da invulnerabilidade e da ordem hegemónica, surge fendido por fissuras que não parecem resultado de um impacto externo, mas de uma pressão tectónica vinda de dentro. Sob um céu de chumbo e uma chuva que lava a distinção entre o público e o privado, a bandeira norte-americana desvanece-se, enquanto o símbolo da NATO, outrora o pilar da estabilidade europeia, aparece confinado a uma janela, como um espectador impotente da sua própria obsolescência.

— O Pentágono em Crise

Testo originale in portoghese.

Nota editoriale

Fonte: descrizione editoriale dell’edizione in portoghese (Amazon).

Il libro

Descrizione dell’edizione originale, in portoghese. Il testo prosegue dall’estratto.

Esta é a representação visual da Crise de 2026 — o momento em que a maior máquina militar do planeta, sob o comando de Donald Trump e Pete Hegseth, decidiu que a sua sobrevivência dependia da destruição dos seus próprios alicerces tradicionais.

O Pentágono em Crise nasce da necessidade urgente de documentar a transformação radical das Forças Armadas dos Estados Unidos entre 2025 e 2026. Não se trata apenas de uma crónica de má gestão, mas da análise de um desvio doutrinário sem precedentes: o abandono do modelo de profissionalismo militar apolítico de Samuel Huntington em favor de uma estrutura de comando baseada na lealdade ideológica e no America First. Quando, em Setembro de 2025, o Departamento de Defesa foi oficialmente renomeado para Departamento de Guerra (DoW), o mundo assistiu a mais do que uma mudança de marca; assistiu ao nascimento de uma nova visão estratégica que priorizava a letalidade absoluta e o isolacionismo hemisférico em detrimento da diplomacia e da dissuasão integrada.

O coração desta obra reside na análise das três grandes fracturas que abalaram o sistema. A primeira é a Fractura da Segurança Operacional (OPSEC), personificada no escândalo que ficou conhecido como Signalgate. Em Março de 2025, o mundo descobriu que os planos de guerra mais sensíveis da nação — a Operação Rough Rider no Iémen — estavam a ser discutidos em chats de Signal, onde, por um erro administrativo inconcebível, um jornalista de renome foi incluído. A partilha de tempos exactos de lançamento de bombas e alvos específicos por parte do Secretário Pete Hegseth não foi apenas um erro técnico; foi o sintoma de uma administração que via os protocolos de segurança como impedimentos burocráticos e a transparência como uma fraqueza a ser eliminada.

A segunda fractura é a Institucional. Entre Janeiro e Abril de 2026, assistimos a uma purga sistemática do corpo de oficiais generais. Generais de três e quatro estrelas, como o Chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, e o Secretário da Marinha, John Phelan, foram afastados não por falha de comando, mas por resistirem à politização do Pentágono e ao desmantelamento das políticas de mérito em favor de critérios de lealdade MAGA. O clima de paranóia que se instalou nos corredores de Arlington, aqui descrito detalhadamente, transformou o aconselhamento militar técnico num exercício de sobrevivência política, onde não ser o mais lento do grupo perseguido pelo urso tornou-se o novo ethos do oficialato. A terceira fractura é a Estratégica, materializada no fracasso da chamada Frota Dourada no Estreito de Ormuz. A Operação Epic Fury (2026) contra o Irão provou ser o teste de realidade mais cruel para a Doutrina Donroe...

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Lettura critica — «A Obra Comentada» (2026)

Lettura critica in terza persona, riprodotta da «A Obra Comentada», il catalogo commentato dell’opera pubblicato dall’autore stesso. Non si tratta di una recensione giornalistica.

Testo originale in portoghese.

O Pentágono em Crise é o livro mais mordaz do eixo — e o mais arriscado, porque o seu objecto não é um adversário do Ocidente, mas o coração institucional do próprio Ocidente. A introdução, intitulada «O Crepúsculo do Leviatã e a Anatomia da Ruptura», parte da imagem da capa — o edifício do Pentágono fendido por fissuras que «não parecem resultado de um impacto externo, mas de uma pressão tectónica vinda de dentro» — para formular a tese: entre 2025 e 2026 consumou-se «um desvio doutrinário sem precedentes: o abandono do modelo de profissionalismo militar apolítico de Samuel Huntington em favor de uma estrutura de comando baseada na lealdade ideológica». A renomeação do Departamento de Defesa como Departamento de Guerra é lida não como mudança de marca, mas como mudança de natureza.

O coração da obra é a análise de três fracturas. A fractura da segurança operacional, personificada no escândalo «Signalgate» e na partilha de planos de guerra em conversas informais; a fractura institucional, com a purga sistemática de oficiais generais que resistiram à politização do aparelho militar; e a fractura estratégica, materializada no fracasso da «Frota Dourada» no Estreito de Ormuz durante a operação de 2026 contra o Irão — os «couraçados de vaidade» de dezassete mil milhões de dólares contra enxames de drones de baixo custo e minas navais. A fundamentação teórica é notavelmente cuidada para um livro de intervenção: o primeiro capítulo é um estado da arte das relações civis-militares que confronta o controlo civil objectivo de Huntington com o soldado-cidadão de Janowitz, e os prolonga com Feaver, Eliot Cohen e Risa Brooks — sem esquecer, em epígrafe, Adriano Moreira, ancoragem portuguesa que não é decorativa: o capítulo fecha com o caso português comparado. A estrutura modular, capítulo a capítulo, com uma conclusão «off the record» sobre a eventual irreversibilidade dos danos — da codificação legislativa do Departamento de Guerra à «atomização» do comando e à desconfiança permanente dos aliados —, dá ao livro um carácter de dossier em construção, fiel à urgência do seu objecto.

Para Portugal e para a Europa, as implicações são tiradas sem meias palavras: «Portugal não pode continuar a ser um consumidor passivo de segurança numa era de superpotências imprevisíveis», e o valor estratégico das Lajes e de Sines deve tornar-se pilar de uma autonomia estratégica europeia efectiva. No conjunto da obra, O Pentágono em Crise é o complemento necessário de tudo o resto: os outros livros estudam as ameaças externas à ordem ocidental; este estuda a possibilidade de ela se desfazer por dentro. E a formulação final da introdução, invertendo Sun Tzu, resume o diagnóstico com a ironia amarga que percorre o volume: o Pentágono de 2026 parece ter dominado a arte oposta à suprema arte da guerra — «a de criar crises que nem mesmo o mais poderoso exército da história consegue resolver sozinho».

Citazioni dal libro

  • «um desvio doutrinário sem precedentes: o abandono do modelo de profissionalismo militar apolítico de Samuel Huntington em favor de uma estrutura de comando baseada na lealdade ideológica»

  • «O Crepúsculo do Leviatã e a Anatomia da Ruptura»

  • «não parecem resultado de um impacto externo, mas de uma pressão tectónica vinda de dentro»

  • «a de criar crises que nem mesmo o mais poderoso exército da história consegue resolver sozinho»

Altre espressioni citate dal libro

«Signalgate»«Frota Dourada»«couraçados de vaidade»«off the record»«atomização»

Fonte: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Scheda tecnica

Genere
Saggio
Asse dell’opera
Strategia e geopolitica
Prima pubblicazione
Pagine
575 (edizione in portoghese)
Formati
E-book
Lingue
2 — portoghese e inglese

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