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Обкладинка книги «Europa na Encruzilhada da História»

Europa na Encruzilhada da História, Том 2

Сторінок
551 сторінка
ISBN
ISBN 979-8172216954
Перша публікація
Формати
Kindle і м’яка обкладинка

Про книгу

Анотація з оригінального видання (мова: португальська).

A resposta — Soberania estratégica, Portugal e a escolha europeia , Para os que não confundiram a paz com o silêncio.

«A liberdade nunca está a mais do que uma geração de distância da extinção.»

«A Europa não se fará de uma só vez, nem numa construção de conjunto: far-se-á por realizações concretas, criando primeiro uma solidariedade de facto.» Robert Schuman, Declaração de 9 de Maio de 1950

A 4 de Abril de 2025, o Ministério do Comércio da República Popular da China anunciou a sujeição a licença de exportação de sete terras raras médias e pesadas — samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio — e dos ímanes permanentes que as incorporam. [1] O anúncio ocupava menos de uma página. Não proibia exportações: introduzia um procedimento administrativo. Nas semanas seguintes, o procedimento revelou-se suficiente. No início de Junho de 2025, a associação europeia de fornecedores da indústria automóvel comunicou publicamente a paragem de linhas de produção na Europa por falta de ímanes, e vários construtores norte-americanos suspenderam turnos em fábricas de montagem. Um sector que representa uma parte significativa do emprego industrial europeu descobriu, em nove semanas, que a sua continuidade operacional dependia de um formulário emitido em Pequim.

Este é o problema deste capítulo, e convém enunciá-lo com precisão porque quase todo o debate público sobre ele é conduzido com o vocabulário errado. A dependência não é, em si, um defeito. Toda a economia aberta é dependente: importar aquilo que outros produzem melhor ou mais barato é a definição operativa da divisão internacional do trabalho, e a prosperidade europeia dos últimos setenta anos foi construída exactamente sobre essa premissa. O erro simétrico ao da complacência é o da autarcia: imaginar que a segurança se obtém produzindo tudo dentro de fronteiras, quando nenhuma economia do mundo — nem a norte-americana, nem a chinesa — o consegue, e quando a tentativa impõe custos que corroem a própria base industrial que se pretende proteger. A questão útil não é «quanto importamos», mas «que pode fazer-nos quem nos fornece, e a que custo para si próprio».

A distinção conceptual decisiva foi formulada há quase meio século e continua a ser a mais rigorosa de que dispomos. Robert Keohane e Joseph Nye separaram, na análise da interdependência, dois conceitos que a linguagem corrente confunde: a sensibilidade e a vulnerabilidade. [2] A sensibilidade mede a rapidez e a magnitude com que uma perturbação externa se transmite a uma economia enquanto as políticas se mantêm inalteradas: é o custo imediato do choque. A vulnerabilidade mede o custo que subsiste depois de a política ter mudado — depois de se ter procurado outro fornecedor, outra tecnologia, outro contrato. Um país sensível sofre; um país vulnerável não tem para onde ir. É esta segunda grandeza, e não a primeira, que define uma dependência estratégica. A Europa foi sensível ao encerramento das torneiras russas em 2022; a sua vulnerabilidade — que se revelou menor do que se temia no gás e maior do que se supunha nos ímanes — só se mediu depois, pelo custo e pelo prazo da substituição.

A esta distinção acrescenta-se a intuição fundadora de Albert Hirschman, escrita em 1945 a propósito do comércio da Alemanha nazi com os Balcãs: o comércio bilateral gera, além do ganho mútuo, um «efeito de influência», porque o parceiro cuja economia depende mais da relação fica exposto à ameaça de a interromper. [3] O poder não decorre do volume da troca, mas da assimetria dos custos de a perder. Hirschman observou também que a relação tende a auto-reforçar-se: quem depende adapta a sua estrutura produtiva ao fornecedor, e ao adaptar-se torna a substituição mais cara. É a descrição exacta do que sucedeu à indústria química alemã entre 2000 e 2021.

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Есеїстика
Перша публікація
Сторінок
551 (мова видання: португальська)
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Електронна книга Kindle · Друкована книга (м’яка обкладинка)
Мови
1 — португальська
ISBN
979-8172216954

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