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Cover der Ausgabe auf Deutsch von „Die Ökonomie der Würde“

Die Ökonomie der Würde

Wie lässt sich ein neuer Gesellschaftsvertrag für nachhaltige Entwicklung, Verteilungsgerechtigkeit und kollektive Hoffnung aufbauen?

„Contra a economia que conta pessoas, pela economia em que as pessoas contam.“

Aus dem Buch – Zitat ausgewählt in „A Obra Comentada“
Seiten
820 Seiten
ISBN
ISBN 979-8181788497
Erschienen
Formate
Kindle und Taschenbuch
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Über das Buch

Mit der Ausgabe auf Deutsch veröffentlichter Text (Amazon).

Ein neuer Vertrag für die Menschenwürde
Das Paradoxon unserer Zeit

Die Menschheit war noch nie so reich. Nie verfügte sie über so viel Wissenschaft, so viel Technologie, so viel installierte Kapazität, um jeden einzelnen ihrer Mitglieder zu ernähren, zu heilen, zu bilden und zu beherbergen. Und doch war die Kluft zwischen dem, was wir tun könnten, und dem, was wir tatsächlich tun, noch nie so skandalös, so gut dokumentiert, so unübersehbar. Dieses Buch ist aus dieser Wunde geboren: dem Bewusstsein, dass wir in einem Paradoxon leben, das nicht länger nur moralischer, sondern statistischer, messbarer Natur ist und von den seriösesten Institutionen des internationalen Systems bestätigt wird. Die Zahlen, die es beschreiben, stammen nicht aus Broschüren: Sie stammen aus den Berichten des Internationalen Währungsfonds, der Internationalen Arbeitsorganisation, der Weltbank, des World Inequality Lab und der europäischen Klimadienste. Und was sie zusammengenommen aussagen, ist von einer Klarheit, die ohne Rhetorik auskommt.

Im Jahr 2025 bezogen die reichsten zehn Prozent der erwachsenen Weltbevölkerung – etwa 560 Millionen Menschen – 53 Prozent des gesamten globalen Einkommens, während die ärmere Hälfte der Menschheit, fast 2,8 Milliarden Erwachsene, sich mit 8 Prozent begnügen musste (Chancel et al., 2025). Die Vermögensasymmetrie ist sogar noch eklatanter: Die obersten zehn Prozent besitzen rund drei Viertel des weltweiten Privatvermögens, die ärmere Hälfte hingegen nur 2 Prozent (Chancel et al., 2025). Eine Zahl jedoch fasst alles andere zusammen und verdient es, langsam und mit Bedacht gelesen zu werden, wie ein Urteil: Die obersten 0,001 Prozent der Verteilung – weniger als 60.000 Menschen – besitzen dreimal so viel Vermögen wie die gesamte ärmere Hälfte der Menschheit zusammen (Chancel et al., 2025). 60.000 Menschen auf der einen Seite, 4 Milliarden auf der anderen. Keine Theorie der Grenzproduktivität, keine Verdienstfabel, keine Arithmetik des Geschäftsrisikos kann dieses Verhältnis erklären, ohne dabei erröten zu müssen.

Und der Trend setzt sich fort. Das Vermögen der Milliardäre wuchs 2024 um zwei Billionen Dollar, dreimal so schnell wie im Vorjahr, mit 204 neuen Milliardären – fast vier pro Woche (Oxfam International, 2025). 2025 beschleunigte sich das Wachstum erneut: Es stieg um mehr als 16 Prozent innerhalb eines Jahres auf einen Rekordwert von 18,3 Billionen Dollar, und die Zahl der Milliardäre überstieg erstmals in der Geschichte die Dreitausendermarke. Seit 2020 ist das Vermögen der Milliardäre um 81 Prozent gestiegen, und heute entspricht das Vermögen der zwölf reichsten Milliardäre dem Vermögen von mehr als vier Milliarden Menschen (Oxfam International, 2026). Zwischen 2000 und 2024 vereinnahmte das oberste Prozent 41 Prozent des gesamten weltweit neu geschaffenen Vermögens (Chancel et al., 2025). Wir stehen hier nicht vor einem Zufall eines global gerechten Systems; Wir befassen uns mit der Betriebslogik eines Systems, das standardmäßig nach oben verteilt.

Unterdessen lebten auf der anderen Seite desselben Flusses laut dem jüngsten Bericht der Weltbank (Weltbank, 2025) 808 Millionen Menschen – jeder zehnte Mensch auf der Erde – unterhalb der extremen Armutsgrenze von drei US-Dollar pro Tag (Stand: 2025). Die Fortschritte im Kampf gegen extreme Armut sind seit 2019 praktisch zum Stillstand gekommen, behindert durch Pandemien, Konflikte und Klimaschocks, und konzentrieren sich zunehmend auf Subsahara-Afrika und fragile Staaten. 2,1 Milliarden Menschen verdienen ihren Lebensunterhalt im informellen Sektor ohne Grundrechte, soziale Absicherung oder Einkommenssicherheit; etwa 300 Millionen von ihnen arbeiten und leben dennoch in extremer Armut (Internationale Arbeitsorganisation, 2026). Sie arbeiten – und sind arm. Diese einfache Gegenüberstellung zweier Wörter sollte genügen, um den Vertrag, der sie miteinander vereinbar machte, für gescheitert zu erklären.

Leseprobe

Um novo contrato para a dignidade humana
O paradoxo do nosso tempo

Nunca a humanidade foi tão rica. Nunca dispôs de tanta ciência, de tanta técnica, de tanta capacidade instalada para alimentar, curar, educar e abrigar cada um dos seus membros. E, no entanto, nunca a distância entre o que podemos e o que fazemos foi tão escandalosa, tão documentada, tão impossível de ignorar. Este livro nasce dessa ferida: a consciência de que vivemos no interior de um paradoxo que já não é apenas moral, mas estatístico, mensurável, certificado pelas instituições mais sóbrias do sistema internacional.

— A Economia da Dignidade

Originaltext auf Portugiesisch.

Redaktionelle Anmerkung

Quelle: Verlagsbeschreibung der Ausgabe auf Portugiesisch (Amazon).

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Kritische Lektüre – „A Obra Comentada“ (2026)

Eine kritische Lektüre in der dritten Person, übernommen aus „A Obra Comentada“, dem vom Autor selbst veröffentlichten kommentierten Werkverzeichnis. Es handelt sich nicht um eine Pressekritik.

Originaltext auf Portugiesisch.

Datado de Julho de 2026 e publicado em quatro línguas, este é o livro mais normativo do eixo — e talvez o mais pessoal na sua ambição moral. Parte de um paradoxo enunciado logo na primeira página do prefácio: «Nunca a humanidade foi tão rica» e, no entanto, nunca a distância entre o que podemos e o que fazemos foi tão escandalosa. Os números que sustentam a ferida não vêm de panfletos, mas dos relatórios do FMI, da OIT, do Banco Mundial e do World Inequality Lab: os dez por cento mais ricos recebem 53% do rendimento mundial; menos de sessenta mil pessoas — o topo de 0,001% — possuem três vezes mais riqueza do que quatro mil milhões de seres humanos. A tese central segue a bandeira do World Inequality Report: a desigualdade contemporânea «é uma escolha política, não uma fatalidade» — é arquitectura, não geologia, e o que foi desenhado pode ser redesenhado.

O livro recusa expressamente duas ilusões simétricas — a do mercado autocorrector, que quarenta anos de dados falsificaram, e a das soluções simplistas, sejam elas o proteccionismo, o decrescimento por decreto ou o homem providencial — e escolhe «o caminho mais difícil e mais fecundo: o da engenharia institucional democrática, fundada em evidência, orçamentada, faseada, avaliada». O seu núcleo propositivo é um modelo com nome próprio, o MIDSEE — Modelo Integrado de Desenvolvimento Sustentado com Equidade Estrutural —, assente em quatro pilares: trabalho digno como direito efectivo, piso de rendimento «como infra-estrutura, não como caridade», fiscalidade justa nacional e global, e sustentabilidade como condição de tudo o resto. A estrutura em cinco partes — diagnóstico, fundamentos teóricos, arquitectura do modelo, implementação e governação, e uma Parte V inteiramente dedicada a Portugal («Portugal como prova») — culmina num epílogo ensaístico de grande fôlego literário.

Os diálogos intelectuais definem o mapa da economia política contemporânea: Piketty e a crítica construtiva ao r > g; Milanović e a Grande Convergência, honestamente admitida e integrada; Sen e Nussbaum na abordagem das capacidades; Acemoglu na gramática das instituições inclusivas; Mazzucato no Estado investidor; Polanyi e a grande transformação; e, num registo mais fundo, Aristóteles (a oikonomia contra a crematística), Adam Smith relido a partir da Teoria dos Sentimentos Morais, John Donne, Genovesi e a economia civil da pubblica felicità, até à tradição portuguesa — Antero, Sophia, Camões, Pessoa. A frase-âncora do livro, repetida do prefácio ao epílogo, é uma proposição sobre a natureza relacional do bem-estar: «só se é feliz no meio de felizes». E a divisa final condensa o programa: «Contra a economia que conta pessoas, pela economia em que as pessoas contam.»

No lugar da obra, A Economia da Dignidade é o contraponto interno da Autonomia Estratégica: se aquela constrói a soberania externa, esta constrói a coesão interna sem a qual — como o próprio autor argumenta na nona tese da Esperança Lúcida — nenhuma estratégia de resiliência nacional funciona a médio prazo. O caso português, com o Gini mais baixo desde os anos noventa e a dívida abaixo dos noventa por cento do PIB, é mobilizado não como triunfo, mas como demonstração de que «a desigualdade responde à política. Onde há escolha, há margem. Onde há margem, há responsabilidade.»

Zitate aus dem Buch

  • „o caminho mais difícil e mais fecundo: o da engenharia institucional democrática, fundada em evidência, orçamentada, faseada, avaliada“

  • „Nunca a humanidade foi tão rica“

  • „é uma escolha política, não uma fatalidade“

  • „só se é feliz no meio de felizes“

  • „a desigualdade responde à política. Onde há escolha, há margem. Onde há margem, há responsabilidade.“

Weitere zitierte Wendungen aus dem Buch

„como infra-estrutura, não como caridade“„Portugal como prova“

Quelle: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Bibliografische Angaben

Gattung
Essay
Erstveröffentlichung
Seiten
820 (Ausgabe auf Deutsch)
Formate
Kindle-E-Book · Taschenbuch
Sprachen
5 — Portugiesisch, Englisch, Französisch, Spanisch und Deutsch
ISBN
979-8181788497

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