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Couverture de l’édition en français de « L’économie de la dignité »

L’économie de la dignité

Comment construire un nouveau contrat social pour un développement durable, une justice distributive et un espoir collectif ?

« Contra a economia que conta pessoas, pela economia em que as pessoas contam. »

Extrait du livre — citation retenue dans « A Obra Comentada »
Pages
793 pages
ISBN
ISBN 979-8181782273
Publication
Formats
Kindle et broché
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À propos du livre

Texte publié avec l’édition en français (Amazon).

Un nouveau contrat pour la dignité humaine
Le paradoxe de notre époque

L'humanité n'a jamais été aussi riche. Jamais elle n'a disposé d'autant de connaissances scientifiques, de technologies aussi avancées, d'une telle capacité à nourrir, soigner, éduquer et loger chacun de ses membres. Et pourtant, jamais le fossé entre ce que nous pourrions faire et ce que nous faisons réellement n'a été aussi scandaleux, aussi bien documenté, aussi impossible à ignorer. Ce livre est né de cette blessure : la prise de conscience que nous vivons au sein d'un paradoxe qui n'est plus seulement moral, mais statistique, mesurable, certifié par les institutions les plus sérieuses du système international. Les chiffres qui le décrivent ne figurent pas dans des brochures : ils proviennent des rapports du Fonds monétaire international, de l'Organisation internationale du travail, de la Banque mondiale, du Laboratoire mondial des inégalités et des services européens du climat. Et leur analyse conjointe révèle une clarté qui dispense de toute rhétorique.

En 2025, les 10 % les plus riches de la population adulte mondiale – soit environ 560 millions de personnes – percevaient 53 % de l'ensemble des revenus générés sur la planète, tandis que la moitié la plus pauvre de l'humanité, près de 2,8 milliards d'adultes, se contentait de 8 % (Chancel et al., 2025). En termes de richesse, l'asymétrie est encore plus frappante : les 10 % les plus riches détiennent environ les trois quarts de la richesse personnelle mondiale, et la moitié la plus pauvre seulement 2 % (Chancel et al., 2025). Un chiffre, cependant, résume tous les autres et mérite d'être analysé avec attention, comme s'il s'agissait d'un verdict : les 0,001 % les plus riches – moins de 60 000 personnes – possèdent trois fois plus de richesses que l'ensemble de la moitié la plus pauvre de l'humanité (Chancel et al., 2025). 60 000 personnes d'un côté ; 4 milliards de l'autre. Aucune théorie de la productivité marginale, aucune fable du mérite, aucune arithmétique du risque commercial ne peut expliquer ce ratio sans rougir.

Et la tendance se poursuit. La fortune des milliardaires a augmenté de deux mille milliards de dollars en 2024, soit trois fois plus vite que l'année précédente, avec l'apparition de deux cent quatre nouveaux milliardaires – près de quatre par semaine (Oxfam International, 2025). En 2025, cette croissance s'est encore accélérée : elle a progressé de plus de seize pour cent en une seule année, atteignant le chiffre record de 18 300 milliards de dollars, et le nombre de milliardaires a dépassé pour la première fois de l'histoire les trois mille. Depuis 2020, la fortune des milliardaires a augmenté de quatre-vingt-un pour cent, et aujourd'hui, les douze personnes les plus riches possèdent à elles seules la richesse de plus de quatre milliards d'êtres humains (Oxfam International, 2026). Entre 2000 et 2024, les 1 % les plus riches ont capté quarante et un pour cent de toute la nouvelle richesse créée dans le monde (Chancel et al., 2025). Nous ne sommes pas confrontés au hasard d'un système globalement juste ; Nous traitons ici de la logique opérationnelle d'un système qui distribue par défaut vers le haut.

Pendant ce temps, de l'autre côté de ce même fleuve, 808 millions de personnes – soit une personne sur dix sur la planète – vivaient sous le seuil d'extrême pauvreté, fixé à trois dollars par jour, en 2025, selon la dernière étude de la Banque mondiale (Banque mondiale, 2025). Les progrès dans la lutte contre l'extrême pauvreté sont au point mort depuis 2019, freinés par les pandémies, les conflits et les chocs climatiques, et se concentrent de plus en plus en Afrique subsaharienne et dans les États fragiles...

Extrait

Um novo contrato para a dignidade humana
O paradoxo do nosso tempo

Nunca a humanidade foi tão rica. Nunca dispôs de tanta ciência, de tanta técnica, de tanta capacidade instalada para alimentar, curar, educar e abrigar cada um dos seus membros. E, no entanto, nunca a distância entre o que podemos e o que fazemos foi tão escandalosa, tão documentada, tão impossível de ignorar. Este livro nasce dessa ferida: a consciência de que vivemos no interior de um paradoxo que já não é apenas moral, mas estatístico, mensurável, certificado pelas instituições mais sóbrias do sistema internacional.

— A Economia da Dignidade

Texte original en portugais.

Note éditoriale

Source : présentation de l’éditeur de l’édition en portugais (Amazon).

Index des éditions

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Lecture critique — « A Obra Comentada » (2026)

Lecture critique à la troisième personne, reproduite de « A Obra Comentada », le catalogue commenté de l’œuvre publié par l’auteur lui-même. Il ne s’agit pas d’une critique de presse.

Texte original en portugais.

Datado de Julho de 2026 e publicado em quatro línguas, este é o livro mais normativo do eixo — e talvez o mais pessoal na sua ambição moral. Parte de um paradoxo enunciado logo na primeira página do prefácio: «Nunca a humanidade foi tão rica» e, no entanto, nunca a distância entre o que podemos e o que fazemos foi tão escandalosa. Os números que sustentam a ferida não vêm de panfletos, mas dos relatórios do FMI, da OIT, do Banco Mundial e do World Inequality Lab: os dez por cento mais ricos recebem 53% do rendimento mundial; menos de sessenta mil pessoas — o topo de 0,001% — possuem três vezes mais riqueza do que quatro mil milhões de seres humanos. A tese central segue a bandeira do World Inequality Report: a desigualdade contemporânea «é uma escolha política, não uma fatalidade» — é arquitectura, não geologia, e o que foi desenhado pode ser redesenhado.

O livro recusa expressamente duas ilusões simétricas — a do mercado autocorrector, que quarenta anos de dados falsificaram, e a das soluções simplistas, sejam elas o proteccionismo, o decrescimento por decreto ou o homem providencial — e escolhe «o caminho mais difícil e mais fecundo: o da engenharia institucional democrática, fundada em evidência, orçamentada, faseada, avaliada». O seu núcleo propositivo é um modelo com nome próprio, o MIDSEE — Modelo Integrado de Desenvolvimento Sustentado com Equidade Estrutural —, assente em quatro pilares: trabalho digno como direito efectivo, piso de rendimento «como infra-estrutura, não como caridade», fiscalidade justa nacional e global, e sustentabilidade como condição de tudo o resto. A estrutura em cinco partes — diagnóstico, fundamentos teóricos, arquitectura do modelo, implementação e governação, e uma Parte V inteiramente dedicada a Portugal («Portugal como prova») — culmina num epílogo ensaístico de grande fôlego literário.

Os diálogos intelectuais definem o mapa da economia política contemporânea: Piketty e a crítica construtiva ao r > g; Milanović e a Grande Convergência, honestamente admitida e integrada; Sen e Nussbaum na abordagem das capacidades; Acemoglu na gramática das instituições inclusivas; Mazzucato no Estado investidor; Polanyi e a grande transformação; e, num registo mais fundo, Aristóteles (a oikonomia contra a crematística), Adam Smith relido a partir da Teoria dos Sentimentos Morais, John Donne, Genovesi e a economia civil da pubblica felicità, até à tradição portuguesa — Antero, Sophia, Camões, Pessoa. A frase-âncora do livro, repetida do prefácio ao epílogo, é uma proposição sobre a natureza relacional do bem-estar: «só se é feliz no meio de felizes». E a divisa final condensa o programa: «Contra a economia que conta pessoas, pela economia em que as pessoas contam.»

No lugar da obra, A Economia da Dignidade é o contraponto interno da Autonomia Estratégica: se aquela constrói a soberania externa, esta constrói a coesão interna sem a qual — como o próprio autor argumenta na nona tese da Esperança Lúcida — nenhuma estratégia de resiliência nacional funciona a médio prazo. O caso português, com o Gini mais baixo desde os anos noventa e a dívida abaixo dos noventa por cento do PIB, é mobilizado não como triunfo, mas como demonstração de que «a desigualdade responde à política. Onde há escolha, há margem. Onde há margem, há responsabilidade.»

Citations du livre

  • « o caminho mais difícil e mais fecundo: o da engenharia institucional democrática, fundada em evidência, orçamentada, faseada, avaliada »

  • « Nunca a humanidade foi tão rica »

  • « é uma escolha política, não uma fatalidade »

  • « só se é feliz no meio de felizes »

  • « a desigualdade responde à política. Onde há escolha, há margem. Onde há margem, há responsabilidade. »

Autres expressions du livre citées

« como infra-estrutura, não como caridade »« Portugal como prova »

Source : «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico

Fiche technique

Genre
Essai
Première publication
Pages
793 (édition en français)
Formats
Livre numérique Kindle · Broché
Langues
5 — portugais, anglais, français, espagnol et allemand
ISBN
979-8181782273

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