






Autonomie stratégique de l’Union européenne et du PortugalAutonomia Estratégica da União Europeia e de PortugalStrategic Autonomy from the European Union and from PortugalAutonomía estratégica de la Unión Europea y desde PortugalStrategische Autonomie aus der Europäischen Union und aus PortugalAutonomia strategica dall’Unione europea e dal Portogallo
Dépendances, faiblesses et options de la souveraineté au XXIe siècle
Dependencies, Weaknesses, and Options of Sovereignty in the 21st Century
Dependencias, debilidades y opciones de la soberanía en el siglo XXI
Abhängigkeiten, Schwächen und Optionen der Souveränität im 21. Jahrhundert
Dipendenze, punti deboli e opzioni della sovranità nel XXI secolo
« O livro fecha; o trabalho começa. »
- Pages
- 781 pages
- ISBN
- ISBN 979-8199482301
- Publication
- Formats
- Kindle et broché
- Pages
- 726 pages
- ISBN
- ISBN 979-8199390354
- Première publication
- Formats
- Kindle et broché
- Pages
- 704 pages
- ISBN
- ISBN 979-8199397940
- Publication
- Formats
- Kindle et broché
- Pages
- 762 pages
- ISBN
- ISBN 979-8181792876
- Publication
- Formats
- Kindle et broché
- Pages
- 807 pages
- ISBN
- ISBN 979-8180744456
- Publication
- Formats
- Kindle et broché
- Pages
- 749 pages
- ISBN
- ISBN 979-8189648182
- Publication
- Formats
- Kindle et broché
À propos du livre
Texte publié avec l’édition en français (Amazon).
À la mémoire de ceux qui ont compris, avant beaucoup d'autres,
que la souveraineté européenne n'est pas de la nostalgie,
mais le seul moyen de maintenir, au XXIe siècle,
La possibilité de penser à l'avenir.
Une Europe prise entre l'urgence et l'hésitation.
Un mot venu de la mer.
Certaines expressions politiques intègrent le vocabulaire public par le biais des archives, lentement, presque silencieusement, tandis que d'autres surgissent d'un lieu précis, d'une date, d'une poignée de main qui se révélera plus tard historique. L'autonomie stratégique européenne appartient à cette seconde catégorie. Elle est née, symboliquement, au bord de la mer : dans le port fortifié de Saint-Malo, à l'extrême nord de la Bretagne, lors d'un week-end froid de décembre 1998. C'est là que le président français Jacques Chirac et le Premier ministre britannique Tony Blair se sont rencontrés pour reconnaître, pour la première fois conjointement et formellement, que l'Union européenne devait posséder la capacité d'agir de manière autonome, appuyée par des forces militaires fiables, les moyens de décider de leur emploi et la volonté de le faire, afin de répondre aux crises internationales (CVCE, 1998). À cet instant, deux pays historiquement en désaccord sur presque tous les aspects de la défense européenne ont ouvert une brèche dans la compréhension. De cette brèche allait émerger, pendant plus de vingt-cinq ans, tout un édifice conceptuel, institutionnel et politique.
Il est tentant, aujourd'hui, de considérer Saint-Malo comme le point de départ d'une trajectoire inéluctable. Pourtant, fin 1998, personne n'avait anticipé la suite des événements. Le Conseil européen de Cologne s'est tenu en juin 1999, suivi du Conseil d'Helsinki en décembre de la même année, ce dernier avec pour objectif principal le recrutement de soixante mille personnes. Puis est venue la politique européenne de sécurité et de défense (PESD), institutionnalisée en 2003, et sa transformation en politique de sécurité et de défense commune (PSDC) avec le traité de Lisbonne. Ont suivi la stratégie globale de 2016, la coopération structurée permanente lancée en 2017, le Fonds européen de défense en 2018 et la boussole stratégique en 2022. Enfin, le Livre blanc sur la défense européenne – Préparation à l'horizon 2030, présenté par Kaja Kallas et Andrius Kubilius en mars 2025 (Commission européenne, 2025). Saint-Malo était une promesse qui a mis longtemps à se réaliser, mais dont la signification n'a jamais quitté le vocabulaire européen.
L'origine maritime de cette expression revêt un caractère symptomatique. En géographie politique européenne, la mer est à la fois frontière et pont, point de départ et ligne de défense. L'autonomie stratégique, à l'instar de la mer, est ambiguë : elle peut séparer ou unir, être un obstacle ou une voie. Rien n'y est univoque. Saint-Malo n'a pas proclamé de rupture avec l'Alliance atlantique ; au contraire, il a réaffirmé que l'OTAN demeurait le fondement de la défense collective de ses membres. Mais il a laissé entendre, avec une gravité quasi liturgique, que l'Europe devait pouvoir agir même lorsque les États-Unis ne le voulaient pas ou ne le pouvaient pas. Cette allusion, insignifiante dans le contexte complaisant de l'après-guerre froide, allait devenir, un peu plus d'un quart de siècle plus tard, l'enjeu central de la politique étrangère européenne.
Aujourd'hui, en mai 2026, cet ouvrage est écrit à un moment où cette insinuation est devenue une urgence. Le retour de Donald Trump à la Maison-Blanche en janvier 2025, la guerre prolongée en Ukraine et le virage protectionniste de l'économie mondiale sont aggravés par la fracture technologique entre les États-Unis et la Chine, la militarisation de l'espace et l'instrumentalisation croissante des chaînes de valeur critiques...
Index des éditions
Édition en français:
Autonomie stratégique de l’Union européenne et du Portugal
781 pagesKindle et broché
Édition en portugais:
Autonomia Estratégica da União Europeia e de Portugal
726 pagesKindle et broché
Édition en anglais:
Strategic Autonomy from the European Union and from Portugal
704 pagesKindle et broché
Édition en espagnol:
Autonomía estratégica de la Unión Europea y desde Portugal
762 pagesKindle et broché
Édition en allemand:
Strategische Autonomie aus der Europäischen Union und aus Portugal
807 pagesKindle et broché
Édition en italien:
Autonomia strategica dall’Unione europea e dal Portogallo
749 pagesKindle et broché
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Lecture critique — « A Obra Comentada » (2026)
Texte original en portugais.
É o livro mais traduzido de todo o catálogo — publicado em português, inglês, francês, espanhol e alemão, como se o autor tivesse querido que a sua tese europeia circulasse em todas as grandes línguas da própria União — e é também, porventura, o mais arquitectado. Concluído em Lisboa em Maio de 2026, o volume abre com uma evocação de Saint-Malo, o porto bretão onde, em Dezembro de 1998, Chirac e Blair reconheceram pela primeira vez que a União Europeia devia possuir capacidade de acção autónoma. Dessa «palavra que veio do mar» o autor extrai toda a genealogia do conceito — de Colónia e Helsínquia ao Tratado de Lisboa, da Estratégia Global de Mogherini à Bússola Estratégica e ao Livro Branco Readiness 2030 — para chegar ao momento presente, em que o regresso de Trump à Casa Branca transformou uma insinuação diplomática em condição de sobrevivência política.
A tese central é enunciada com rara disciplina em três proposições articuladas: a autonomia estratégica europeia é necessária — não como opção entre outras, mas como condição de sobrevivência do projecto europeu; é incompleta — porque a sua arquitectura institucional, industrial e orçamental está longe das exigências do contexto; e é assimétrica — porque distribui custos e benefícios de modo profundamente desigual entre Estados-membros, com Portugal a ocupar nesse mapa uma posição que exige reflexão própria. Esta terceira proposição é, reconhece o autor, a menos discutida na literatura e a mais original do livro: enquanto a maior parte das análises trata a União como entidade homogénea, Cerqueira mostra como o Fundo Europeu de Defesa beneficia massivamente a indústria francesa e deixa «migalhas» à portuguesa. Contra o triunfalismo declarativo, o derrotismo cínico e o federalismo voluntarista — as três tentações que recusa expressamente — o livro lembra que «a soberania não se decreta: conquista-se, exerce-se, paga-se».
A estrutura é enciclopédica e sistemática: uma introdução conceptual, quinze capítulos e uma conclusão em nove andamentos, apoiados numa bibliografia consolidada de centenas de entradas em sistema autor-data. Os capítulos 1 a 9 percorrem, vector a vector, as dependências europeias — defesa (PESCO, CARD, FED, ReArm Europe), energia (REPowerEU, o apagão ibérico de Abril de 2025), indústria e matérias-primas críticas, tecnologia digital e semicondutores, saúde, alimentação e finanças (SWIFT, euro digital, activos russos congelados). Os capítulos 10 a 13 fazem o mesmo exercício para Portugal — os três pilares UE/NATO/CPLP, as Forças Armadas e a emergência da Tekever, Sines e os cabos submarinos, o PRR e a fuga de cérebros. O capítulo 14 formula uma verdadeira doutrina nacional em oito eixos, com proposta de uma Lei de Bases da Autonomia Estratégica, calendário e indicadores; o capítulo 15 ensaia seis cenários prospectivos, da «autonomia reforçada» à «cisão atlântica» de um Trump permanente.
O diálogo intelectual é denso e explícito: as três imagens de Daniel Fiott (responsabilização, precaução, emancipação) fornecem a grelha conceptual; Howorth, Tocci, Biscop, Mölling e Lippert estruturam o debate académico; os relatórios Draghi e Letta de 2024 dão dimensão institucional ao diagnóstico; e, num gesto raro no ensaísmo estratégico português, o autor visibiliza deliberadamente a produção nacional — a revista Nação e Defesa do IDN, os estudos de Mafalda Pinheiro Alves, a EuroDefense Portugal, o IPRI e o ICS. O registo oscila, por escolha assumida de método, entre o técnico e o ensaístico: a autonomia estratégica é «simultaneamente matéria técnica e matéria cívica», e reduzi-la a uma só dimensão seria subtraí-la ao debate democrático ou ao rigor que merece.
No conjunto da obra, este é o livro-charneira do eixo europeu: retoma o diagnóstico das dependências desenvolvido nos livros geopolíticos e antecipa tanto a crítica orçamental do Mito dos 3% como o programa decenal da Esperança Lúcida. A coda literária — o regresso ao mar de Saint-Malo, que é também o mar de Sagres e dos Açores — devolve a matéria técnica à identidade marítima portuguesa e fecha com uma das frases mais citáveis do catálogo: «O livro fecha; o trabalho começa.» Entre o pessimismo dos vencidos e o optimismo dos ingénuos, Cerqueira propõe a serenidade de quem sabe o que está em jogo — e a convicção de que, para um pequeno Estado atlântico, a escolha real não é entre adesão ou recusa à autonomia europeia, mas entre uma adesão passiva e instrumental e uma adesão activa que faça de Portugal coarquitecto, à sua escala, da nova soberania continental.
Citations du livre
« a soberania não se decreta: conquista-se, exerce-se, paga-se »
« simultaneamente matéria técnica e matéria cívica »
Autres expressions du livre citées
« palavra que veio do mar »« migalhas »« autonomia reforçada »« cisão atlântica »
Source : «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico
Fiche technique
- Genre
- Essai
- Axe de l’œuvre
- Europe, Portugal et économie politique
- Première publication
- Pages
- 781 (édition en français)
- Formats
- Livre numérique Kindle · Broché
- Langues
- 6 — portugais, anglais, français, espagnol, allemand et italien
- ISBN
- 979-8199482301








