


A.I. Está MortaAI Is Dead
Usem antes, a I.S. – Inteligência Sintética
Use IS – Synthetic Intelligence – instead
«a supervisão humana não é uma transição, é uma camada arquitectónica permanente da Inteligência Sintética»
- Сторінок
- 786 сторінок
- ISBN
- ISBN 979-8198794641
- Перша публікація
- Формати
- Kindle і м’яка обкладинка
- Сторінок
- 748 сторінок
- ISBN
- ISBN 979-8198802544
- Дата виходу
- Формати
- Kindle і м’яка обкладинка
Про книгу
Анотація з оригінального видання (мова: португальська).
A morte de uma palavra
"As palavras que servem para tudo, no fim, deixam de servir para alguma coisa." — Adaptado de uma observação de Wittgenstein nos Cadernos, 1914-1916.
I.1 Tese central
A tese central deste livro pode ser enunciada em duas frases e desenvolvida em quarenta e cinco capítulos. A primeira frase: a expressão inteligência artificial, na acepção em que é hoje usada no discurso público, técnico, regulatório e comercial, esgotou-se como categoria operacional. A segunda frase: o conceito que faz hoje o trabalho que a expressão inteligência artificial deveria fazer — descrever, distinguir, prescrever — é melhor designado pela expressão inteligência sintética, entendida como composição funcional de modelo pré-treinado, memória estruturada, ferramentas externas, verificação programática e supervisão humana. As duas frases estão em relação dialéctica: a primeira é o gesto de demolição; a segunda é o gesto de reconstrução. Não defendo a primeira sem oferecer a segunda, e não defendo a segunda sem mostrar por que motivo a primeira é necessária.
A acusação de esgotamento dirigida ao termo inteligência artificial não é uma acusação contra a investigação técnica que historicamente se reuniu sob esse rótulo. O programa de Dartmouth, lançado em 1956, e as várias linhas de investigação que dele descenderam — manipulação simbólica, aprendizagem por reforço, redes neuronais, processamento de linguagem natural, robótica autónoma — produziram, ao longo de setenta anos, contribuições científicas e tecnológicas substantivas. A acusação dirige-se ao termo na sua função actual de significante público: à expressão AI tal como circula em manchetes, em relatórios de consultoria, em discursos políticos, em material de marketing e em conversas correntes. Nesse uso, o termo perdeu o que os linguistas chamam poder discriminativo: deixou de seleccionar uma classe de referentes distintos da classe complementar, e passou a designar, na prática, qualquer sistema computacional contemporâneo que se queira apresentar como tecnologicamente actualizado. Quando um termo designa tudo, deixa de designar alguma coisa específica. É este o ponto a partir do qual se torna razoável declarar a sua morte funcional, e foi para sinalizar essa morte que escolhi o título provocador AI is dead.
Esta declaração de morte não é original e tem precedentes. Em diferentes momentos da história do campo, vozes responsáveis declararam que o termo se tornara inútil. Drew McDermott, em 1976, no seu ensaio Artificial Intelligence Meets Natural Stupidity, criticou já a tendência da comunidade para nomear sistemas com expressões antropomórficas — understand, think, believe — que não correspondiam ao que esses sistemas efectivamente faziam. Mais recentemente, Michael Jordan, num ensaio de 2019, defendeu que aquilo a que hoje chamamos AI corresponde, na maior parte dos casos, a um campo distinto que ainda não tem nome próprio e que ele propôs designar como intelligent infrastructure. Gary Marcus, em sucessivos livros e ensaios, tem insistido em que a continuidade nominal entre a AI simbólica dos anos sessenta e a AI neuronal dos anos vinte do século vinte e um é, em larga medida, ilusão semântica. Este livro junta-se a esta linhagem crítica, mas dá um passo adicional: não se limita a denunciar o esgotamento do termo, propõe um substituto positivo e operacional...
Покажчик видань
Мова видання: португальська:
A.I. Está Morta
786 сторінокKindle і м’яка обкладинка
Мова видання: англійська:
AI Is Dead
748 сторінокKindle і м’яка обкладинка
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Критичне прочитання — «A Obra Comentada» (2026)
Оригінальний текст португальською.
Livro número um das séries portuguesa e inglesa do autor sobre o tema (o manuscrito de referência, finalizado no Porto em Maio de 2026, circula sob o título inglês AI IS DEAD — Use Synthetic Intelligence Instead), esta é a obra-matriz de todo o Eixo 5 e um dos textos mais pessoais de Hermínio Cerqueira. A tese, anuncia a introdução, «pode ser enunciada em duas frases e desenvolvida em quarenta e cinco capítulos»: primeira, a expressão inteligência artificial, tal como circula no discurso público, técnico, regulatório e comercial, esgotou-se como categoria operacional; segunda, o trabalho que essa expressão deveria fazer é melhor executado pelo conceito de inteligência sintética, «entendida como composição funcional de modelo pré-treinado, memória estruturada, ferramentas externas, verificação programática e supervisão humana». Demolição e reconstrução, em relação dialéctica assumida. A epígrafe dá o tom filosófico do diagnóstico, adaptada dos Cadernos de Wittgenstein de 1914-1916: «As palavras que servem para tudo, no fim, deixam de servir para alguma coisa.» E o argumento central da Parte I condensa-se noutra frase lapidar: «Quando um termo designa tudo, deixa de designar alguma coisa específica.»
A estrutura, em seis partes e quarenta e cinco capítulos, é a mais ambiciosa da não-ficção do autor. A Parte I (Diagnóstico) traça a genealogia do termo desde a proposta de Dartmouth de 1955-56 — McCarthy, Minsky, Rochester, Shannon — e desmonta as quatro acepções incompatíveis em circulação: IA como reconhecimento de padrões, como agente autónomo, como foundation model, como sistema simbólico. A Parte II descreve com rigor os componentes da síntese (transformers, memória e RAG, ferramentas e orquestração, verificação, supervisão humana), com referência à metáfora do LLM-OS de Andrej Karpathy. A Parte III percorre nove sectores de aplicação; a Parte IV trata a governação — o AI Act (Regulamento (UE) 2024/1689) articulado com a ISO/IEC 42001 e o NIST AI Risk Management Framework, a Recomendação da UNESCO de 2021, a ética de Luciano Floridi; a Parte V desce ao trabalho, à criação e à vida quotidiana; a Parte VI fecha com prospectiva deliberadamente modesta. O método é triplo — revisão crítica de literatura (de Russell & Norvig ao relatório de Bommasani sobre foundation models), análise de cerca de quarenta casos documentados (incluindo uma reconstrução exemplar do caso Lemoine/LaMDA como sintoma de vulnerabilidade epistémica) e fontes primárias regulatórias citadas artigo a artigo.
Os diálogos intelectuais são a espinha do livro. Com Turing, a relação é de homenagem e amputação: o jogo da imitação transformou uma questão filosófica em problema de engenharia, mas fez da imitação o padrão-ouro — e é precisamente essa decisão que o autor responsabiliza pelo «beco semântico» actual. Com Searle e o Quarto Chinês, o livro exige reformulação cuidadosa, porque os foundation models não são os sistemas simbólicos que Searle atacava. Com Gary Marcus, Melanie Mitchell e a tradição neuro-simbólica, o diálogo é argumentativo e não polémico. A fórmula que tudo organiza — «síntese, não imitação» — é simultaneamente posição metodológica e posição moral; e a sexta tese do livro, contra a fantasia da autonomia total, afirma que «a supervisão humana não é uma transição, é uma camada arquitectónica permanente da Inteligência Sintética».
Duas singularidades dão a este livro o seu lugar único na obra completa. Primeira, o prólogo autobiográfico — o músico, o engenheiro, o observador de cadernos — que ancora o argumento numa vida e numa estética da precisão aprendida no palco e no código. Segunda, a declaração de transparência composicional: o autor assume que a redacção recorreu a assistentes de linguagem para tarefas subordinadas, com todas as decisões e teses suas — «não é uma absolvição preventiva: é um exemplo do tipo de transparência composicional que o livro defende como norma». Esta declaração tornou-se a pedra angular metodológica de toda a produção posterior do autor, e é por isso que este volume deve ser lido como o primeiro da série em mais do que um sentido: cronológico, conceptual e ético. O fecho, um epílogo em forma de «Carta a quem vier depois» — convocando Jonas, Arendt, McLuhan, Wiener, Mumford e Postman, com oito tarefas deixadas ao leitor futuro, da defesa da língua ao cultivo do ócio —, é porventura a mais bela página de não-ficção do autor, e transforma um tratado sobre vocabulário técnico naquilo que ele sempre quis ser: um acto de responsabilidade perante gerações que ainda não nasceram.
Цитати з книги
«entendida como composição funcional de modelo pré-treinado, memória estruturada, ferramentas externas, verificação programática e supervisão humana»
«pode ser enunciada em duas frases e desenvolvida em quarenta e cinco capítulos»
«As palavras que servem para tudo, no fim, deixam de servir para alguma coisa.»
«Quando um termo designa tudo, deixa de designar alguma coisa específica.»
«não é uma absolvição preventiva: é um exemplo do tipo de transparência composicional que o livro defende como norma»
Інші процитовані вислови з книги
«beco semântico»«síntese, não imitação»«Carta a quem vier depois»
Джерело: «A Obra Comentada» (Sintra, Julho de 2026) — comentário crítico
Вихідні дані
- Жанр
- Есеїстика
- Вісь творчості
- Штучний інтелект
- Перша публікація
- Сторінок
- 786 (мова видання: португальська)
- Формати
- Електронна книга Kindle · Друкована книга (м’яка обкладинка)
- Мови
- 2 — португальська і англійська
- ISBN
- 979-8198794641




